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Alimentação no primeiro ano de vida

.....O leite materno é o alimento mais adequado para o crescimento e o desenvolvimento do ser humano nos primeiros meses de vida. Não se admite mais que o leite de vaca sem modificações seja usado na alimentação no primeiro ano de vida. Na ausência do leite materno, as fórmulas lácteas são a opção mais adequada. Avanços como formulações com nucleotídeos, probióticos, ácidos graxos modificados e o enriquecimento com ferro e sais minerais contribuem para a melhoria clínica e imunológica do lactente.

.....Há muitos séculos, a alimentação infantil obedecia aos princípios de um longo período de amamentação exclusiva ao peito e introdução tardia de alimentos complementares. O aleitamento natural prolongava-se por até dois anos em média, e o desmame quase sempre ocorria na vigência de uma nova gravidez.

.....No fim do século XIX, com o aparecimento das primeiras modificações derivadas da industrialização e dos avanços das técnicas advindas do vapor, aparecem os primeiros leites de vaca evaporados e em pó.

.....A partir daí, com a entrada da mulher na força de trabalho, a crescente industrialização e o aparecimento do marketing, ocorre uma enorme modificação na alimentação infantil, pois dão-se o surgimento dos leites artificiais e a entrada precoce dos alimentos complementares.

.....O abandono do leite materno, as alergias e a intolerância a leites artificiais fazem com que o desmame precoce e os alimentos inadequados ocasionem aumento significativo da morbidade e mortalidade infantis por diarréia e desnutrição.

.....Somente nos últimos anos do século XX, ocorre uma volta aos conhecimentos básicos de uma alimentação equilibrada, com o incentivo ao aleitamento materno e a introdução tardia de alimentos complementares.

.....A maior compreensão sobre o aleitamento natural, as informações recentes sobre as características funcionais e a qualidade do leite humano chegam aos pediatras, aos obstetras e aos nutricionistas, além do público geral que começa a pressionar o profissional de saúde a adquirir e a ensinar os conhecimentos adequados sobre a alimentação correta para o bebê.

.....Na ausência materna ou nas poucas situações em que o leite materno não pode ser utilizado, o uso de fórmulas lácteas é mais adequadamente avaliado pela classe médica. A altíssima incidência de anemia, associada ao uso indiscriminado do leite de vaca sem modificações no primeiro ano de vida, obriga a comunidade científica internacional a estabelecer normas de utilização dessas fórmulas enriquecidas com ferro e sais minerais para o lactente.

.....As fórmulas lácteas, derivadas inicialmente da simples modificação do leite de vaca, em apresentação sob a forma do leite em pó, são atualmente alimentos modificados para a criança no primeiro ano de vida.

.....Alterações na composição de proteínas, com a modificação da proporção de albumina/caseína, e a introdução de nutrientes básicos, como os nucleotídeos, são hoje a tônica desses leites. Em relação aos açúcares, o uso de carboidratos complexos determina menores alterações no trânsito intestinal.

.....Nesse sentido, alguns fabricantes têm utilizado a adição de cereais, simulando as papas de Epstein, visando à diminuição do refluxo gastroesofágico de pequena intensidade. Fórmulas anticólicas têm sido desenvolvidas, com hidrólise parcial das proteínas, que poderiam também reduzir a incidência de processos infecciosos.

.....No entanto, não existem evidências contínuas de que o uso dessas fórmulas possa modificar a resultante final do número de infecções adquiridas na comunidade. Quanto a gorduras, o uso de triglicérides de cadeia média, ou ácidos graxos de cadeias longas, LC- PUFAS ou seus precursores ácidos, parece estar associado a melhores condições imunológicas, determinando simultaneamente favorecimento da formação do sistema nervoso central e dos aspectos cognitivos.

.....A introdução mais racional de alimentos complementares permite uma maior gama de opções lógicas para os familiares. O uso de alimentos regionais, de baixo custo e de hábito arraigado na população, permite maior variedade de alimentos, de escolhas e combinações adequadas, valorizando as misturas alimentares tradicionais, como o prato de arroz com feijão.

.....Se, por um lado, a orientação alimentar é uma das prerrogativas do pediatra, é essencial dizermos que, apesar de simples, o correto posicionamento do médico deve estar embasado na literatura científica, na experiência, na busca das tradições e do passado, aliadas ao conhecimento atualizado e, principalmente, ao bom senso.
Dr. Mauro Fisberg é Chefe do Centro de Atendimento ao Adolescente do Departamento de Pediatria da Universidade Federal de São Paulo
Coordenador do Centro de Pesquisas Aplicadas à Saúde da Universidade São Marcos Diretor da Nutrociência Assessoria em Nutrologia
Bibliografia
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Lamounier JA, Leão E. Nutrição na infância. In: Dutra-de-Oliveira JE, Marchini JS. Ciências nutricionais. (eds.). São Paulo, Sarvier, 2000; 403 p.
Ortigoza SAG. O fast food e a mundialização do gosto. Cadernos de Debate 5: 21-45, 1997.
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Barretto AJ, Cyrillo DC. Análise da composição dos gastos com alimentação no Município de São Paulo (Brasil) na década de 1990/Analysis of household expenditures with food in the city of S. Paulo in the 1990's. Rev Saúde Pública 35(1): 52-9, 2001.
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Busdiecker BS, Castillo Durán C, Salas AI. Cambios en los hábitos de alimentación durante la infancia: una visión antropológica/Changes in alimentary habits during childhood: an anthropological view. Rev Chil Pediatr 71(1): 5-11, 2000.

Fonte: site da J&J Brasil

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