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- Seguro: perfil do carro
- também influencia o custo
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Apesar do esforço das seguradoras no sentido de estabelecer um
preço justo para as apólices de seguros, na prática a
diferença no preço das apólices de seguro ainda é grande. Ao
consumidor resta, portanto, pesquisar preços, de forma a
identificar a apólice que atende melhor às suas necessidades e
oferece custo mais atrativo.
No caso do seguro de autos, por exemplo, a
introdução dos questionários de perfil veio ajudar no
entendimento do risco e favoreceu a "precificação" do produto.
Com o questionário, as seguradoras conseguem entender melhor o
perfil de risco dos condutores do veículo e, com isso, ao
determinar o preço da apólice, tendem a se aproximar, cada vez
mais, do chamado preço justo.
Aos poucos muitos consumidores perceberam que,
dependendo do seu perfil, a adoção do questionário poderia
representar uma economia significativa em termos do custo do
seguro. Por outro lado, uma parcela dos motoristas acabou
sentindo, no bolso, o peso de terem um perfil de risco mais
elevado.
Ainda que algumas variáveis não possam ser
alteradas, ou seja, se você é jovem e solteiro provavelmente
terá que arcar com seguro mais alto, outras podem ser
gerenciadas. Em geral, as características gerenciáveis estão
associadas ao perfil do veículo e não do motorista, como
veremos a seguir.
Que motorista paga mais seguro?
Segundo informações publicadas na revista do mês
de junho da Fenaseg (Federação Nacional das Empresas de
Seguros Privados e de Capitalização), em termos de faixa
etária, os jovens, sobretudo aqueles com idade entre 18 e 25
anos, que vão para a faculdade de carro, têm perfil mais
arriscado e, portanto, pagam mais seguro. Mas, se ser jovem
custa caro, o mesmo vale para os mais velhos, ou seja, os
adultos com mais de 60 anos.
Em termos de estado civil, as pessoas solteiras,
separadas ou divorciadas são vistas como tendo perfil mais
arriscado do que os casados com filhos pequenos. O fato de ter
filhos adolescentes também não ajuda. Afinal, existe sempre o
risco deles quererem "emprestar" o seu carro.
Se você tem casa de praia e viaja todos os finais
de semana, isso também pode custar mais caro em termos de
seguro, já que as pessoas que usam o carro freqüentemente em
viagens são vistas como tendo perfil mais arriscado. O seguro
de quem trabalha em São Paulo, mas mora em outra cidade, ou
vice-versa, também tende a ser mais elevado. Afinal, neste
caso é como se você viajasse todos os dias para trabalhar!
Perfil do carro também conta!
Mas, como você não pode mudar a sua idade e não
pretende deixar de viajar nos finais de semana, então a forma
mais fácil de tentar reduzir os gastos com seguro é tentar
tomar alguns cuidados no que refere à escolha e manutenção do
seu veículo.
Assim, por exemplo, não ter garagem para guardar
o carro pode custar caro. O mesmo vale para os carros que
ficam na rua durante o horário comercial, ou à noite.
Dependendo do caso, pode valer a pena pesquisar um
estacionamento mensal.
Ter um carro possante é algo que muitas pessoas
gostam, mas também pode custar caro em termos de seguro. A
percepção aqui é clara: quanto mais rápido o seu carro for,
mais tentado você pode ficar de "pisar um pouco mais fundo no
acelerador", o que pode acabar acarretando um acidente.
As picapes movidas à diesel, utilitários, carros
importados e esportivos também são vistos como sendo mais
arriscados e, portanto, custam mais em termos de seguro. No
caso das picapes, elas também estão entre os veículos
preferidos pelos ladrões, juntamente com o Gol, o Uno, o Golf,
a Kombi e o inesquecível Fusca!
Mas, é possível adotar alguns procedimentos para
reduzir o custo do seguro. Incluir alguns opcionais de
segurança, como sistema de freios ABS, airbag, dispositivos
anti-furto e rastreamento por satélite. Rodar pouco com o
carro, além de ser barato em termos de combustível, ajuda no
custo do seguro. Finalmente, as peruas de passeio, além de
comportarem a família, também custam menos em termos de
seguro.
Nunca é demais lembrar que o custo final do
seguro não depende de uma única variável, mas da combinação de
várias delas. Porém, da próxima vez que for trocar o carro,
pode valer a pena pensar nestes fatores na escolha do novo
modelo.
Fonte:
www.infomoney.com.br
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