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-
- Quando o desejo
adormece...
-
- "A falta de
desejo sexual é mais comum nas mulheres
- e pode ser um
obstáculo para o sexo. Conheça o problema! "
-
- ......A
falta ou perda do desejo sexual é difícil de definir e avaliar, apesar
de ser uma das queixas mais freqüentes em terapia sexual, sobretudo, por
parte das mulheres. De fato, mais de um terço das mulheres que procuram
terapia sexual, referem-na como queixa principal (contra pouco mais de
5% de homens) embora, para cerca de metade destas, ela esteja associada
a uma dificuldade de excitação.
......É
verdade que nos homens se encontra maior procura de excitação sexual que
nas mulheres e que o seu desejo é, em geral, menos intermitente e mais
imperioso. Porém, não podemos esquecer que, em termos culturais, os
homens são pressionados para mostrar desejo sexual.
......Foi
Helen Kaplan que, em 1979, sugeriu a existência de uma fase da resposta
sexual, a fase do desejo, anteriormente negligenciada. Estava assim
adquirido o modelo trifásico - desejo, excitação e orgasmo - que ainda
hoje, serve de base à classificação das disfunções sexuais.
O desejo sexual hipoativo é caracterizado por um desejo nulo, ou
deficiente, de atividade sexual e de fantasias sexuais, que causa
acentuado mal-estar ou dificuldade interpessoal, definição que não
resolve o problema de saber o que é um desejo sexual "deficiente". Não
será o parceiro que tem um desejo sexual exagerado?
Sexo consentido
......Há
cerca de vinte anos, um estudo revelava que 42% de mulheres
dinamarquesas casadas e com 40 anos tinham pouca ou nenhuma motivação
para ter atividade sexual, embora indicassem ser habitualmente
receptivas às iniciativas sexuais dos cônjuges. Este exemplo mostra a
existência de atividade sexual não desejada mas consentida, para
alcançar objetivos como a satisfação do parceiro e um bom clima
relacional. Para muitas pessoas esta experiência acaba por ser agradável
e para outras será frustrante, podendo o aumento do número de queixas
dos últimos anos significar apenas que, agora, as mulheres valorizam
mais seu desejo e o seu prazer.
O desejo sexual hipoativo pode ser situacional (em relação à
determinada pessoa ou situação) ou generalizado (incluindo a masturbação
e a fantasia sexual). Esta última situação pode indiciar uma origem
orgânica ou farmacológica para a falta de desejo, mas também pode ser
fruto de uma atitude negativa em relação à sexualidade (erotofobia),
suscitando culpabilidade sexual e inibição ativa do desejo.
Saliente-se a importância relativamente maior que as mulheres dão
à intimidade e ao amor em termos de desejo sexual. A inclusão do amor
romântico como ingrediente, importante ou decisivo, do guião sexual de
muitas mulheres ajuda a explicar o impacto que o seu "abrandamento" pode
ter no desejo sexual feminino.
Uma auto-imagem negativa ou, pelo contrário, a degradação da
imagem do parceiro e a repugnância por ele, podem inibir o desejo
sexual. Também as lutas de poder no casal e a hostilidade mais ou menos
intensa em relação ao parceiro, onde a falta de desejo sexual é apenas
sintoma de um mal-estar mais geral, devem ser referidas. Problemas
neurológicos e endócrinos (por exemplo, hipotiroidismo, falta de
testosterona), certas drogas (por exemplo, ópio, heroína) e fármacos
(alguns antidepressivos, sedativos e hipotensores, por exemplo), podem
causar diminuição do desejo e não devem ser esquecidos na fase de
diagnóstico.
- Fonte:
jornalviverbemsaude.com.br
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