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Novos
tratamentos melhoram a vida
de pacientes
com diabetes
Menos picadas e desconforto é o
que permite a insulina inalada. Já está em estudo uma forma de a
substância ser ministrada via oral
Todo dia picadas para
injetar insulina. Esse era o dia-a-dia de uma pessoa com diabetes,
até bem pouco tempo... E ainda é realidade para muitos doentes. No
entanto, avanços, frutos de anos de pesquisas científicas, já
começam a mudar a vida dos pacientes, reduzindo o desconforto e
melhorando a eficácia do tratamento. Apesar desses avanços
promissores, é bom lembrar que o controle do diabetes com o emprego
de medicações já disponíveis talvez seja o maior objetivo do
tratamento, pois é capaz de proteger contra as complicações da
doença.
Um dos produtos que
promete acabar com o desconforto das picadas é a insulina inalável.
Trata-se de uma insulina com ação rápida, que pode ser empregada
antes das refeições, por meio de um aparelho parecido com
um inalador. O que se espera com essa nova forma de apresentação, é
que alguns pacientes com diabetes tipo 1 consigam reduzir o número
de injeções de insulina por dia. Já foram desenvolvidas inclusive
bombas infusoras que aplicam a insulina de forma automática e
programada, reduzindo a preocupação do paciente.
Essa nova insulina traz
boas perspectivas para a melhora da qualidade de vida dos pacientes
com diabetes. No entanto, como em todo novo produto farmacêutico, é
preciso observar possíveis efeitos colaterais e uma correta
indicação do produto. Por exemplo, essa insulina não é indicada para
menores de 18 anos, para quem tem DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva
Crônica e para fumantes.
Ainda em estudo, a
insulina poderá em breve vir em forma de comprimido. De acordo com
especialistas britânicos, os pacientes com diabetes poderão tomar um
comprimido para controlar a doença ao invés de tomar várias injeções
de insulina. A substância via oral era impossível em função da ação
dos ácidos estomacais que a destruíam antes de ser absorvida. No
entanto, esse problema está sendo resolvido: uma companhia criou uma
capa especial para a cápsula, que protege a insulina dos ácidos,
permitindo que passe para o intestino delgado onde será absorvida.
Os pesquisadores vão apresentar os resultados de testes feitos em 16
pacientes para a Associação Americana de Diabetes.
Outro tipo de tratamento
é o transplante pancreático e o transplante de ilhotas. Combinando o
transplante de rim e pâncreas, o procedimento diminui a rejeição
imunológica, quando comparado com o transplante único do pâncreas.
No entanto, há dois desafios para esse tipo de tratamento: o número
de doadores e a rejeição do órgão transplantado. Atualmente, novas
drogas imunossupressoras proporcionam melhor proteção contra a
rejeição dos órgãos transplantados. Entretanto, o transplante ainda
é um procedimento indicado para casos muito específicos, em geral
com lesões muito graves e que, infelizmente, melhoram muito pouco
após a cirurgia. O ideal seria que os transplantes fossem realizados
em estágios mais precoces da doença.
No caso das ilhotas,
trata-se de um transplante exclusivo de células que produzem
insulina. As técnicas atuais isolam as ilhotas de doadores humanos e
colocam-nas em cápsulas que as protegem da rejeição imunológica do
organismo da pessoa que recebe o transplante. O risco de rejeição
também existe, de modo que cerca de metade dos pacientes necessita
de um segundo transplante e, alguns, de um terceiro. Assim, são
necessários cerca de quatro doadores por paciente, o que torna a
técnica limitada.
Para o futuro, a grande
promessa são as células-tronco. Algumas células do organismo têm
potencial para se transformar em qualquer outra célula, como a das
ilhotas pancreáticas que produzem insulina. Esse conceito pode se
tornar uma solução para a oferta de novas células para o controle da
diabetes. O grande desafio aqui é desenvolver estudos que apontem o
correto potencial dessas células, pois elas poderiam também gerar
outras indesejáveis.
Atenção aos sintomas e consultas após os 40 anos facilitam o
controle
Sede exagerada, vontade
de urinar diversas vezes, perda de peso mesmo sentindo mais fome e
comendo mais, visão embaçada, infecções repetidas na pele ou
mucosas, machucados que demoram a cicatrizar, fadiga (cansaço
inexplicável) e dores nas pernas em função de má circulação. Se você
sente esses sintomas, fique atento, pois você pode ter diabetes. O
caminho é procurar um médico e urgente!
No entanto, você pode ter
a doença e não manifestar. Ou os sintomas podem ser vagos, como
formigamento nas mãos e pés. Por isso, é indicado que pessoas com
mais de 40 anos procurem um médico para pesquisar a diabetes. Há
casos em que a pessoa pode passar muitos meses, às vezes anos, para
descobrir a doença.
A diabetes (diabetes
melitus) é uma doença crônica provocada pela deficiência na produção
e/ou de ação da insulina, que leva a sintomas agudos e a
complicações crônicas características. O distúrbio envolve o
metabolismo da glicose, das gorduras e das proteínas e tem graves
conseqüências quando surge rapidamente ou quando se instala
lentamente.
A doença é classificada
em tipos, de acordo com sua origem e características. A diabetes
tipo 1 surge como resultado das células beta produtoras de insulina
por engano, pois o organismo acha que elas são corpos estranhos e dá
uma resposta auto-imune. A causa pode estar ligada a fatores
genéticos, problemas nos anti-corpos etc.
Já o tipo 2 é possui um
fator hereditário maior e há uma grande relação com a obesidade e o
sedentarismo, características da nossa vida moderna, além de ser de
8 a 10 vezes mais comum do que o tipo 1. Estima-se que 60% a 90% dos
portadores da diabetes tipo 2 sejam obesos e a incidência é maior
após os 40 anos. O mecanismo é um pouco diferente: há uma produção
contínua de insulina pelo pâncreas. O problema é a incapacidade de
absorção das células musculares e adiposas. Trata-se de uma anomalia
chamada de “resistência insulímica”.
Pessoas com esse tipo,
podem responder ao tratamento com dietas e exercícios físicos, que
podem ou não, vir associados a medicamentos orais e insulina.
Não deixe a diabetes complicar e gerar infecções
Se a diabetes não for
devidamente controlada, há uma diminuição da habilidade dos glóbulos
brancos de lutarem contra infecções. Como resultado, infecções podem
ocorrer mais facilmente. As mais comuns são: infecção de bexiga ou
rim, doença da gengiva, e outras infecções bucais, por fungo, da
vagina, em ferimentos e do pé. Mesmo um pequeno corte no pé, por
exemplo, pode não ser curado totalmente e desenvolver-se como um
problema em potencial de ameaça à vida.
Se o paciente descobrir
que a causa das infecções é o diabetes, a primeira ação do médico
será controlar o diabetes com os tratamentos disponíveis. Depois,
prescreverá antibióticos específicos para a infecção. É provável que
a pessoa com diabetes leve mais tempo para obter a cura de uma
infecção de modo que precisa fazer exames de sangue e visitas de
acompanhamento freqüentes.
Para evitar as infecções é
bom...
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Nunca andar descalço. Mesmo os
pequenos cortes podem infectar-se gravemente.
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Examine seu pé no final de cada
dia para certificar-se de que não há áreas avermelhadas, cortes,
ou arranhões que poderão infectar-se. Pode haver cortes ou
ferimentos que não consiga sentir por causa do dano do nervo.
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Após o banho, seque cuidadosamente
a região entre os dedos para prevenir rachaduras. Use loção para
hidratar a pele para evitar infecções bacterianas no local onde
a pele seca favorece o aparecimento de rachaduras.
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Não tente tratar os calos por
conta própria especialmente com lâmina de barbear ou produtos
químicos.
Fonte: www.saocamilo.com |