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Nossos Medos: Como controlá-los?
Graziella Marraccini
Não há como
negar: todos sofremos desse mal. Vejo isso todos os dias no meu
consultório e se eu tivesse que escolher o “mal do século” eu diria que é
exatamente esse: “O MEDO”.
Como é possível viver na atualidade sem se deixar
levar por esse sentimento? Mas não é somente do medo da violência física
que estou falando. Falo do medo de maneira geral. Vamos primeiro tentar
compreender qual o mecanismo que desencadeia o medo e quais as defesas que
nós levantamos contra ele.
Quando analiso um mapa astrológico vejo várias
facetas da personalidade de meu consulente: primeiro vejo quais são as
suas respostas básicas, derivadas do homem vegeto-animal que ele é. Esse
homem vegeto-animal é visto especialmente através da analise de:
- Ascendente, do qual depende principalmente sua
hereditariedade física;
- Mercúrio, do qual depende sua forma de ver o
mundo, e sua forma de pensar e se comunicar;
- Vênus, do qual depende sua reação à necessidade
de conforto e afetividade;
- Lua, da qual depende sua reação emocional e seu
primeiro aprendizado básico, assim como o seu programa de reprodução. Este
homem vegeto-animal é muitas vezes tão fortemente atuante na personalidade
que aparece em primeiro lugar, dando um colorido muito forte à
personalidade do indivíduo. Dizemos que é o “movente” principal da pessoa.
E isso aparece mais no ser instintivo, cujas resposta biológicas (ativas
ou passivas) são muito fortes. È aqui que está estruturado especialmente o
inconsciente pessoal, aquele inconsciente que move a todos sem que
tenhamos conhecimento.
Mas, quando a pessoa assume mais o lado animal de
sua personalidade, que é expresso no seu EU interior - o SOL - então ela
pode começar a atuar de forma consciente sobre sua própria vida,
respondendo através do aprendizado realizado com a ajuda da sensação
(Vênus), da intuição (Mercúrio) e, especialmente, da emoção (a Lua). Assim
o inconsciente pessoal pode permitir a atuação do EU INTERIOR com relação
à evolução da personalidade.
O EU interior assume então a direção da vida: é
essa a verdadeira função do nosso SOL, ou seja, do nosso signo solar,
atuante na Casa astrológica onde ele se encontra. È por causa disso que
nascemos num determinado signo e não em outro. È o Sol que expressa a
vontade do EU.
Tenho reparado que os signos mais sujeitos aos
medos são principalmente os signos de Terra (Touro, Virgem e Capricórnio)
e os signos de Água (Câncer, Escorpião e Peixes) mas por motivos bem
diferentes. Os signos de Fogo enfrentam combatendo e os signos de Ar
procuram analisá-los e racionalizá-los.
Os signos de Terra precisam se sentir seguros com
coisas materiais e concretas. Seus valores são os valores da Terra, como
dinheiro, posses, bens, ou seja, tudo o que lhes oferece a impressão de
SEGURANÇA. Daí eles serem muito previdentes em relação ao futuro e
levantarem fortalezas e muros de defesas em torno de si próprios para se
defender de eventuais imprevistos. Eles não serão pegos desprevenidos! È
assim que eles pensam. Ao longo da vida, acumulam bens, dinheiro no banco,
poupanças e investimentos, investem em quadros e jóias... e um belo dia,
por circunstâncias da vida (que dependem dos ciclos astrológicos dos
planetas) algo ameaça essa segurança. Saturno é o planeta que melhor
simboliza esses muros de defesa. Quanto mais forte for Saturno em nosso
Mapa Astral, mais seremos responsáveis em relação ao nosso futuro e
maiores serão os muros de nossa fortaleza. Mas os muros de defesa podem
ser ameaçados em algum momento da vida, e então abrem-se brechas por onde
o “inimigo” pode passar! E isso pode tirar o sono, causar pânico. Essa
ameaça acontece normalmente por um trânsito de um planeta destruidor -
como Urano ou Plutão - sobre o planeta Saturno. Urano age como um raio que
cai sobre os muros e os destrói abrindo brechas. Plutão implode tudo o que
encontra pela frente. E não deixa pedra sobre pedra.
Nossos mecanismos de defesa são estruturados na
primeira infância, quando ainda bebês aprendemos a superar o medo do
escuro, o medo do “bicho papão”, o medo do desconhecido. Podemos agir de
várias formas, seja pedindo ajuda a um genitor, seja nos aventurando
sozinhos para enfrentá-lo. Tudo depende de nossa personalidade. As pessoas
que têm uma predominância do elemento Fogo terão mais tendência a
enfrentar o bicho papão com uma arma na mão, enquanto que os de Terra irão
procurar acender a luz do corredor, os de Água irão preferir colocar a
cabeça em baixo das cobertas e finalmente os de Ar ficarão pensando
racionalmente numa solução, até encontrá-la (e talvez nem saiam da cama)!
Assim fazemos na nossa vida em relação a todos os
nossos medos.
Por volta dos 42-43 anos os ciclos planetários
estão em baixa e a meia-idade começa a ameaçar e modificar as atitudes das
pessoas. É nessa idade que acontecem as crises mais sérias. (Vocês
já perceberam quantas pessoas sofrem de infarto ou de pressão alta nessa
faixa de idade)?
O Ciclo planetário mais libertador – mesmo se
extremamente difícil de enfrentar – é sem dúvida aquele do planeta Urano.
Entre os planetas lentos ele é também o mais provável de ser completado ao
longo de uma vida, (O pico da autodescoberta acontece por volta dos 21
anos, a crise de insegurança por volta dos 42, a plenitude acontece por
volta dos 63 e o ciclo se completa por volta dos 84 anos) É por essa razão
que a pessoa que chega a essa idade avançada acaba tendo uma atitude de
libertação que o impele a não aceitar amarras e limitações de nenhum tipo.
O ciclo de Urano é basicamente o ciclo da
descoberta da vida. Ele promove um momento de agitação em nossa vida que
nos obriga a encarar nossos medos de frente, já que ele promove a
destruição de nossos mecanismos de defesa.
Na mitologia grega e romana, Urano era o pai de
Saturno, Urano era o “não tempo”, antes do TEMPO. Saturno castrou Urano e
jogou seus testículos no mar, de onde surgiu a vida: assim o Tempo é
castrador, e o “não tempo” é libertador e criador de vida. O Tempo é o
Hoje, como diz a sabedoria oriental. Viva o hoje em sua plenitude: esse
seria o lema da felicidade.
Quando Urano forma um aspecto difícil com o nosso
Saturno natal ele nos indica claramente que de nada adianta construirmos
fortalezas e levantarmos muros para nos sentirmos seguros: a liberdade é
conseguida somente se nos libertarmos dos nossos medos. Plutão é controle,
Urano é liberdade. Saturno é muro de arrimo, Urano é o destruidor do muro.
Viver o Hoje de forma plena e consciente,
aceitando os desafios todos os dias, é viver livremente, sem medos. Para
não levantar polêmica (e creio que haverá sem dúvida) vou fazer aqui uma
última consideração:
Quando criança aprendemos a rezar para o nosso
Anjo da Guarda, nosso anjo pessoal, para pedir sua ajuda em caso de
necessidade. Bem, podemos voltar a fazê-lo, já que DEUS o colocou à nossa
disposição. Se quisermos enfrentar a vida SEM MEDO precisamos antes de
tudo ter Fé, e depois poderemos destruir os muros de nossa fortaleza e
abrir seus portões: somente a LUZ entrará, tenham certeza. Onde existe a
Fé não existem trevas, e não existe nenhum “bicho papão”!
Graziella Marraccini é astróloga, taróloga, cabalista,
estudiosa de ciências ocultas e dirige a Sirius Astrology. Atende em
seu consultório em São Paulo. Este seu artigo foi publicado em
somostodosum.ig.com.br/astrosirius/ .
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