CARNAVAL – Origem da festa e do termo

Um pouco de informação sobre essa festa.

carnaval

O carnaval tem origem na Antiguidade, mas não há um acordo sobre o evento que o criou, assim como há opiniões distintas sobre a origem do termo.

Há uma corrente que defende a origem do carnaval nas festas agrárias, realizadas na primavera, quando as pessoas saíam das cavernas nas quais se protegiam do severo frio e comemoravam com cantos e danças o tempo que se assemelhava à primavera. Celebravam a alegria de poder ver o Sol, de plantar, ter alimentos e espantar as coisas ruins.

Saturnalia

Escultura Saturnalia de Ernesto Biondi, localizada no Jardim Botânico de Buenos Aires.

Outra corrente relata a Saturnália, festa realizada em Roma, em homenagem a  Saturno, deus da agricultura dos antigos romanos. Diz a lenda que Saturno pregava a igualdade entre os homens e foi quem ensinou a arte da agricultura aos italianos. Expulso do Olimpo, Saturno chegava com a primavera e era saudado com festas em período de liberação das convenções sociais. Durante as Saturnálias os escravos saiam às ruas para comemorar a liberdade e a igualdade entre os homens, cantando e se divertindo.

No século XVIII, um novo modelo de carnaval (pós-moderno) começa a se delinear, fixando-se nas cidades de Nice, Roma e Veneza e irradiando-se para o mundo inteiro. Esse modelo de carnaval é o que ainda hoje identifica a festa, com mascarados, fantasiados e desfiles de carros alegóricos e que muitos autores consideram o verdadeiro carnaval.

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Origem da Palavra

Alguns historiadores defendem a tese de que nas festas havia um carro no formato de navio, que abria caminho em meio à multidão que, usando máscaras, promovia as mais diversas brincadeiras. Daí viria a origem da palavra carnaval – carrum navalis (carro naval). Porém isso já foi contestado. Atualmente a teoria mais aceita é a que liga a palavra “carnaval” a carne vale, ou seja, adeus à carne, uma espécie de último momento de alegria e festejos profanos antes do período triste da quaresma, quando a  Igreja Católica relembra os 40 dias de Jesus Cristo no deserto e convida seus fiéis a um período de privação, penitência e meditação. Durante a quaresma a Igreja Católica costumava sugerir que se evitasse de comer carne às sextas-feiras e que as pessoas deixassem de fazer algo que considerem muito prazeroso.

A Igreja e o Carnaval

A Igreja Católica e o Estado Feudal impuseram às cerimônias oficiais um tom sério e sisudo, como uma forma de combater o riso, comum aos festejos, que em geral descambavam para a permissividade. Mas, o povo descontente com essa imposição, respondia com atos e ritos cômicos.

Depois de muitas vira-voltas, a Igreja passou a tolerar melhor a festa e até a estimulá-la com o Papa Paulo II.
Em 1545, no Concílio de Trento, entra o carnaval em pauta, reconhecido como uma manifestação popular de rua importante e, portanto, não devendo ser hostilizado pelo clero.
Em 1582, o Papa Gregório XIII, reformando o Calendário para Calendário Juliano – Gregoriano (em uso até hoje pelos católicos), estabeleceu, em definitivo, a data da quaresma e, em consequência, a do Carnaval.