Vinho – um prazer que reúne amigos

Já há algum tempo, o vinho vem ganhando lugar de destaque em todos os países do mundo, sendo apreciado tanto por homens como por mulheres. Muito longe de se tornar uma bebida “popular”, o vinho é a melhor forma de se celebrar boas companhias, momentos importantes, reflexões individuais e até de se adquirir conhecimento.

Sua origem vai além de milhares de anos antes de Cristo, certamente no Oriente. Assim como tantas outras descobertas, o vinho provavelmente resultou do esquecimento de algumas uvas em um recipiente, que, com a fermentação natural, fez com que esse líquido se transformasse em álcool vínico. Os homens acharam bom e passaram a bebê-lo. Hoje ele é unanimidade.

Mas, há um ditado que diz que o melhor vinho é aquele que você mais gostar. Então comece a memorizar as características daquele vinho que você mais gostou.

Os vinhos têm histórias intermináveis e o mesmo acontece com suas características e uma série de detalhes. Por essa razão, vamos tratar aqui resumidamente apenas dos tintos. Oportunamente traremos detalhes dos outros tipos.

Em primeiro lugar, para poder apreciar os vinhos é interessante conhecer alguns conceitos que ajudam a identificar e diferenciar um vinho do outro. São eles:

  • Taninos – Um dos componentes mais importantes dos vinhos, em especial dos tintos. Trata-se de um polifenol encontrado nas cascas e sementes das uvas que, quando mantidas em contato com o mosto (suco de uvas frescas, ainda não fermentado), é transmitido ao vinho, dando a este a sensação de adstringência ao paladar.
    Quanto mais grossa a casca da uva mais forte será o tanino por ela produzido. Assim, uvas como Pinot Noir, Gamay e Garnacha, uvas tintas de cascas finas, produzem vinhos com poucos taninos. Já as Cabernet Sauvignon, Syrah e Malbec, por terem cascas mais grossas, costumam gerar vinhos com taninos mais fortes.
  • Terroir – Palavra francesa sem tradução em nenhum outro idioma. É a relação entre o solo e o clima de uma determinada região, responsável por produzir um tipo de uva, com  identidade singular, que gera um vinho especial. Em outras palavras, é um vinho que traz o gosto e a “história” da região em que é produzida a uva que lhe dá vida.
  • Estrutura – A estrutura do vinho é identificada pelo seu corpo, ou seja, peso, volume percebidos no paladar, e pode variar de leve, médio a encorpado, de acordo com a concentração de taninos, elevação alcoólica, níveis de acidez, amadurecimento em barris, entre outros fatores.
    • Os de corpo leve geralmente são de regiões de clima mais frio normalmente são menos tânicos, mais ácidos e com menor teor alcoólico, apresentando, na maioria das vezes, intensos aromas de frutas vermelhas. 
    • Os vinhos de corpo médio estão no meio do caminho entre os leves e os encorpados, apresentando menor carga tânica e acidez moderadaSeus aromas primários também tendem às frutas vermelhas.  
    • Encorpados são aqueles de grande estrutura no paladar, preenchendo completamente a boca. Apresentam, na maioria das vezes, aromas de frutas negras e níveis elevados de taninos e álcool. São resultado de uvas produzidas em regiões de climas mais quentes.
  • Harmonização – É a combinação básica de vinhos tintos com comida. A acidez, o álcool e, principalmente, os taninos dos tintos são os elementos que influenciam na combinação com a comida. Basicamente, vinhos leves harmonizam com comidas leves e comidas pesadas harmonizam com vinhos encorpados. Nesses intervalos estão os médios. Essa regra não é muito rígida, mas apenas uma sugestão. 

Obs.: Vale alertar para o fato de que quando os taninos interagem com o iodo presente em alguns peixes e frutos do mar, provocam um sabor metálico na bebida.

Agora vamos às uvas que dão o sabor, o aroma e o corpo a cada vinho.

  • Cabernet Sauvignon – É a mais usada em várias regiões do mundo. De origem francesa (Bordeaux), hoje também é cultivada na Argentina, Brasil, Chile, Estados Unidos, graças à sua facilidade de adaptação em terrenos variados. Produz vinhos fortes e encorpados, com aromas herbácios e taninos não muito discretos. Se aprimora com o processo de envelhecimento.
  • Merlot – Origem francesa (Bordeaux), produz vinhos macios, encorpados, com aroma e sabor frutados. Bons para serem consumidos ainda jovens.
  • Malbec – De origem francesa, tem hoje como maior produtora dessa espécie a Argentina (Mendoza), com vinhos excelentes. A uva Malbec produz vinhos macios, bastante aromáticos – frutas vermelhas – com leve sabor de especiarias e flores.
  •  Carmenére – Uva de origem francesa (Bordeaux), mas melhor adaptada no Chile. Produz vinhos bastante encorpados, com taninos marcantes, sabor frutado e aroma discretamente apimentado.
  • Pinot Noir – Origem francesa (Borgonha) é muito popular naquela região. Produz vinhos suaves, discretos, com tons sofisticados, aromas de frutas vermelhas e café. Poucos países se arriscam a produzir vinhos com essa uva.
  • Syrah ou Shiraz – Origem francesa (Vale do Rhône), mas bem adaptada na Austrália, Argentina, Uruguai. Produz vinhos densos, de cor intensa, fortes, com aromas ricos em especiarias e sabor discretamente frutado e apimentado.
  • Tannat – Origem no sudoeste da França, mas bem adaptada no Uruguai. Produz vinhos mais encorpados e com bastante tanino. Seus vinhos são melhor aproveitados após o envelhecimento.
  • Tempranillo – Uva de origem espanhola, mas também muito usada em vinhos portugueses, os quais são chamados de Tinta Roriz. Também utilizada em vinhos da Argentina. Essa uva produz vinhos com corpo médio, sabor frutado, e aroma de ervas e especiarias. Quando envelhecidos em barris de carvalho podem adquirir notas de baunilha.
  • Zinfandel – Tem origem no sul da Itália, mas muito usada em vinhos da Califórnia. Produz vinhos com coloração forte e sabor lembrando groselha preta.
  • Sangiovese – Tem origem na Itália (Toscana/Chianti). Produz vinhos ácidos, frutados e taninos fortes. Também bem adaptada aos Estados Unidos e Argentina.
  • Touriga Nacional – origem em Portugal, mas bem adaptada também na Austrália. Produz vinhos encorpados, de cor forte, sabor intenso e muitos taninos. Usada na produção de vinho do porto.
  • Garnacha ou Grenache – Uva de origem francesa (Rhône), mas muito bem adaptada na Espanha, Austrália, Itália e Estados Unidos.

Por fim, mas não menos importante, jamais escolha um vinho pelo seu preço. Custar caro não significa que um vinho será bom para você. Repetindo o que dissemos no início desta matéria, vinho bom é aquele que você gostar, independente de seu preço.
Acompanhe nosso Portal, pois em breve traremos mais informações sobre essa bebida tão especial.

Fonte: blog.artdescaves e winepedia