Como ajudar a construir a autoestima

Em poucas palavras, autoestima é o sentimento de importância e valor que uma pessoa tem em relação a si mesma.
Quem a possui em alto grau confia em suas percepções e julgamentos, acredita no êxito de suas iniciativas.

A baixa autoestima causa sofrimento, pois faz a pessoa sentir-se desajustada, sem importância, inferiorizada, sem confiança em si mesma.

O processo de autoestima começa na infância. Porém, ainda que receba bons cuidados, passe por experiências sociais positivas na pré-adolescência e no início da adolescência, a criança poderá experimentar desconfortos em relação a si mesma, o que é muito comum.

A autoestima é a responsável por aprendermos a respeitar nossos limites. É ela  que permite que nos amemos da maneira que somos. Mas isso não é tudo. A partir da autoestima é que passamos a acreditar em nosso potencial e então lutar para conquistar tudo o que queremos.

Para que tudo corra da melhor maneira, os pais devem estabelecer uma comunicação efetiva com os filhos. Isso se consegue reservando um tempo para conversar com eles. Também é importante deixar que participem das decisões familiares e respeitar suas opiniões. A criança adquire confiança a partir da afirmação de seus pontos de vista. Não menosprezar suas preocupações é essencial – aquilo que parece simples para os adultos pode ser fundamental para ela.

Alguns detalhes são vitais nesse processo:

  1. Promover a sensação de sentir-se amado
    Um ambiente tranquilo, sereno, aconchegante e afetuoso estimula o desenvolvimento, a sensação de segurança e a coragem.
  2. Estimular a independência
    Permitir a realização de algumas tarefas sem ajuda, para que a criança perceba a capacidade. Desde as brincadeiras mais simples até jogos que dependem de raciocínio, incentive-a a dar os passos necessários sem sua interferência. Deixe que os erros sejam percebidos ao invés de mostrá-los antecipadamente. Isso faz com que a criança aprenda a se corrigir. Sempre que possível deixe que ela faça escolhas, como por exemplo a roupa que vai vestir, arrumar o material da escola, etc. Esse é um treino para desenvolver a capacidade de escolhas e de perceber as consequências das escolhas feitas.
  3. Comemorar cada vitória
     É importante fazer sentir que o esforço valeu a pena, que foi reconhecido e que trouxe alegria. Valorize o acerto e menospreze o erro. Insista para que cada ação mal sucedida seja refeita e comemore o resultado positivo.
  4. Prestar atenção ao criticar
    A crítica é uma ferramenta importantíssima. Porém ela não deve rotular a criança pelo erro, nem usar termos agressivos. A crítica deve, antes de tudo, promover e valorizar a correção do erro, a atitude certa, o comportamento adequado e o pedido de perdão.
  5. Medir elogios
    Os elogios são bons, mas em exagero podem deixar a criança convencida, fazê-la pensar que não erra. Assim ela não saberá lidar com as frustrações, dificuldades etc. O ideal é sempre mostrar os dois lados de suas atitudes, sejam elas positivas ou negativas.
Foto: Stock

Foto: menino no espelhoNas conversas, porém, os pais devem ficar atentos ao modo de falar, principalmente se estiverem nervosos, para não magoar nem depreciar os filhos. Suas palavras são muito importantes. Comentários do tipo “Você nunca faz as coisas certas!” ou “Como você pode ser tão burrinho?” levam-nos a duvidar de suas capacidades. As críticas devem estar dirigidas ao fato ou ao comportamento impróprio, não a ela. Por isso o adequado é dizer “Seu quarto está uma bagunça, precisa ser arrumado”, e não “Você é mesmo um bagunceiro e joga tudo por todo lado”.

Em vez de criar o hábito de repreender a criança o tempo todo, os pais precisam interagir de forma positiva valorizando suas realizações no cotidiano. O elogio funciona como uma força poderosa na mudança do comportamento e no aumento da segurança. Se numa fase da infância descer a escada sozinho ou amarrar o sapato requer concentração, deve ficar claro o quanto esse esforço é apreciado.

Quem recebe incentivos explora situações novas com mais confiança. Esses elogios devem ser específicos. Por exemplo: “Você está de parabéns fez a lição e agora brinca como combinamos”. Beijos, abraços e brincadeiras que envolvem toque também fazem a criança sentir-se amada e bem-aceita pelo que ela é e pelo que é capaz de realizar. O resultado será um adulto confiante, produtivo e feliz.

Fonte: educarparacrescer.abril.com.br e mildicasdemae.com.br