Networking e estudo são essenciais
para
recolocação profissional
Rômulo Martins
Segundo consultor
empresarial, mulheres que deixaram a carreira
para se dedicar a
assuntos pessoais podem contar com a internet
como valiosa
ferramenta para conectar-se ao mercado de trabalho.
É fato. Mulheres que deixaram a carreira para se
dedicar ao casamento, à maternidade ou a outros fatores pessoais, ao
buscarem uma recolocação no mercado de trabalho, em tese, estão em
desvantagem em relação aos demais concorrentes. As que chegaram na
casa dos 40 encontram-se em situação ainda mais delicada. Não há
dúvidas de que o mercado tem preferência pelas candidatas jovens,
solteiras, com experiência profissional e sem filhos. Mas nem sempre
os profissionais jovens têm maturidade suficiente para assumir
determinadas funções. Nesse caso, a experiência de vida pode ser um
diferencial. É evidente, porém, que este quesito está longe de ser o
único critério de peso na hora de definir de quem será a vaga
ofertada pelas empresas.
Diante do cenário competitivo e das exigências
mercadológicas atuais, as candidatas que almejam recolocação
profissional devem correr contra o tempo. “Uma das formas de se
voltar novamente para o mercado é retomar os contatos profissionais.
A internet é uma ferramenta interessante para se fazer isso”, afirma
o consultor de empresas Paulo Queija, diretor da MQS Consultoria e
Treinamento Empresarial.
A internet é um valioso
instrumento para se fazer networking
- por meio das redes sociais - para conhecer o mercado e pode ser
útil ainda para a realização de cursos não-presenciais. Ela pode ser
o ponto de partida para as mulheres que querem se recolocar, contudo,
quem objetiva retornar à vida profissional depois de alguns anos
fora do mercado deve ir além.
Segundo Queija, é importante a candidata ter boas
relações com profissionais da área para a realização de encontros
informais ou até mesmo para propor uma visita no local de trabalho
deles, se isso for permitido. Os cursos presenciais, nesse caso,
podem ser mais interessantes, pois propiciam maior proximidade com
as pessoas do mesmo campo de atuação de modo mais rápido. “Nos
cursos, as mulheres podem se conectar aos demais profissionais da
área”, destaca o consultor.
Processo seletivo
Viagens, congressos, palestras ou
cursos realizados durante o período de afastamento no mercado podem
ser relevantes para o currículo, mas vai depender da relação que
essas experiências têm com á área de atuação e se essas vivências
estão coerentes com o mercado de trabalho.
Uma profissional da área
de turismo ou de relações públicas que fez viagem internacional, por
exemplo, pode citar isso no currículo, já que este quesito tem
relevância para estas áreas. A vivência no exterior é relevante
também porque mostra que a candidata tem fluência em língua
estrangeira. Por outro lado, não seria interessante especificar uma
palestra ou um curso realizado dois anos atrás cujo conteúdo não
condiz com o mercado de trabalho
atual.
Segundo Queija, o ideal é que palestras e
cursos rápidos sejam revelados apenas na entrevista para não "carregar"
demais o currículo, que poderá ser descartado. O consultor diz que a
profissional deve se perguntar sempre o que determinada informação
ou aprendizado vai agregar em sua função na organização, antes de
lançar dados no currículo. Ele aconselha também as candidatas a
ficarem atentas nas pistas que o recrutador dá durante o processo de
seleção com relação ao que ele espera delas. “Na hora que a
candidata estiver conversando com o recrutador e ele trazer para a
entrevista pistas sobre o que a empresa quer dela, ela deve trazer
determinados cursos e palestras para a conversa”, afirma.
Estou “velha” para o mercado
Se você chegou
aos 40, busca uma recolocação e acha que a idade pode ser um fator
contra na hora de procurar emprego, está
certa. Não se desespere. A maturidade também pode ser considerada um
aspecto positivo.
Segundo o consultor de empresas Paulo Queija,
para cargos de gerência ou liderança as empresas buscam pessoas mais
experientes. O problema é que se a candidata estiver muito tempo
fora do mercado, as organizações não vão se sentir seguras em
confiar uma função que exige tomada de decisões e gerenciamento de
equipes a esta profissional.
Queija explica que profissionais que já
ocuparam cargos de liderança e decidiram deixar o mercado por
fatores pessoais se encontram em desvantagem quando retornam ao
ambiente corporativo e por isso podem ocupar funções técnicas e
terem seus salários reduzidos. “É uma maneira de a profissional
provar a que veio”, diz o consultor. Quem não está a fim de começar
tudo de novo tem a opção de se voltar ao empreendedorismo, ou seja,
abrir seu próprio negócio sob a orientação de empresas ou órgãos
especializados. É uma questão de escolha.
Fonte: Empregos.com.br
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