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Plantas são capazes de mudar o astral de uma casa, alegrando e dando
harmonia aos ambientes. Nem sempre, porém, adaptam-se a lugares
fechados, sem sol e com pouca claridade. Há determinadas espécies, no
entanto, que têm condições de sobreviver à baixa luminosidade: são as
chamadas plantas de interior. “Normalmente, vivem na natureza em locais
sombreados ou embaixo de árvores”, conta o engenheiro agrônomo Oswaldo
Barretto de Carvalho, do Pronto-Socorro de Plantas da Escola de
Jardinagem do Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
Mesmo resistentes, o ideal é que essas plantas
fiquem o mais próximo possível das janelas. “Além de luminosidade, elas
precisam de umidade e calor para se desenvolver bem”, afirma o arquiteto
e paisagista Gilberto Elkis. Correntezas de ar ou vento devem ser
evitados, assim como o ar condicionado ou o aquecedor, pois tiram a
umidade do ambiente. Nesses casos, o paisagista recomenda borrifar água
diretamente nas folhas. “Assim, hidrata-se a planta mais rápido do que
molhando a terra.”
O paisagista e engenheiro agrônomo Marcelo Faisal
dá outra dica: “As plantas de interior que ficam na face norte – a mais
ensolarada – têm mais chance de sobreviver do que aquelas que ficam na
face sul de uma casa ou apartamento”, garante. Para Marcelo, mesmo sob
cuidados especiais, as plantas de interior dificilmente apresentarão o
mesmo desenvolvimento das mantidas ao ar livre. “É sempre bom pensar em
substituições periódicas”, avisa.
Na hora definir a espécie, Gilberto Elkis
aconselha comparar o tamanho da planta ao do ambiente onde ela ficará.
“Folhagens muito largas podem escurecer o espaço, tornando-o ainda
menor. Por isso, em áreas pequenas, indica-se espécies menos volumosas,
de folhas pequenas, que aproveitam melhor a luminosidade”, explica.
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