HPV: Papiloma Vírus
Humano
(*)
Dra. Maria Beatriz Pirai de Oliveira
Apesar de o Papiloma
Vírus Humano, (ou HPV) estar em evidência, a grande maioria das pessoas
não sabe o que é este vírus, o que ele causa e como se realiza o
tratamento. Com este artigo, tentaremos esclarecer de forma simples, as
dúvidas mais comuns de nossos leitores.
O HPV éum vírus DNA
commais de 60 subtipos, de transmissão predominantemente sexual e com
preferência para pele e mucosas.
Pode se apresentar
em formas clínicas, subclínicas e latente. A forma clínica é aquela que
podemos observar a olho nu. A subclínica é evidenciada apenas através do
exame colposcopico ou no caso do homem, peniscopia. A latente é aquela
forma onde é necessário exame mais sofisticados para diagnóstico, porque
neste caso não existe nenhuma lesão visível, apenas uma suspeita de
infecção.
A principio o HPV é
assintomático, podendo ficar vários anos na formalatente e subclínica; o
que dificulta o seu diagnóstico e facilita a sua transmissão.
Um dos sintomas mais
comuns é o aparecimento de verrugas genitais, tanto no homem, quanto na
mulher. É também conhecido como condiloma ou crista de galo.
Inicialmente as
verrugas se apresentam pequenas, podendo crescer rapidamente e causar
desconforto devido à sua localização e infecções secundárias.
Geralmente não estão
relacionadas ao subtipo envolvido na patogenese do câncer de colo de
útero, porem são altamente contagiosos.
O que mais preocupa
é quando o HPV se apresenta em formas subclínicas no colo do útero e na
vagina. A preocupação é porque nesse tipo de infecção a mulher não
desenvolve nenhum sintoma, e é apenas diagnosticado através do exame
colposcópico, ou seja, o exame realizado geralmente após a coleta do
papanicolau, com ajuda de um aparelho chamado colposcópio, que aumenta a
imagem do colo do útero permitindo assim a visualização de lesões não
vistas à olho nu.
Neste caso a
infecção não causa nenhum tipo de corrimento, dor ou sangramento. Mas de
acordo com o subtipo de HPV na lesão, pode haver fator predisponente de
câncer de útero.
Em mulheres com
baixa resistência, gestantes, promíscuas ou HIV positivas esse tipo de
infecção é mais comum.
O tratamento varia
de acordo com cada caso. Geralmente quando existe verrugas, estas podem
ser retiradas cirurgicamente ou através de medicações especificas.
No caso de lesões
subclínicas no colo do útero, estas devem ser tratadas com a aplicação de
medicações até a regressão total do quadro. Antigamente era realizado
nestes casos a cauterização. Hoje não é mais aplicado.
A forma latente é
diagnosticada apenas através de técnicas de hibridização de DNA e o
tratamento é individualizado.
Existe um consenso
geral que a melhor forma de tratamento é a prevenção e a educação da
população, ou seja, o uso do preservativo e a realização de exames
periódicos SEMPRE.
(*) Dra. Maria Beatriz Piraí de
Oliveira
é Médica Ginecologista e Obstetra.
Este seu artigo foi publicado no Saúde na Internet.
|