Campanha da Fraternidade de 2010
A Campanha da Fraternidade de 2010, realizada em conjunto com outras denominações cristãs, de forma ecumênica, tem como tema Economia e Vida, com o lema "Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro".[1]
Índice
Campanha da Fraternidade Ecumênica
A Campanha da Fraternidade é promovida anualmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). No ano de 2010 esta campanha está sendo realizada em conjunto com o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, uma organização ecumênica que congrega diversas igrejas cristãs. O texto-base da campanha é uma elaboração conjunta da CNBB, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU) e da Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia (ISOA).
Esta é a terceira Campanha da Fraternidade de natureza ecumênica: a primeira foi a Campanha da Fraternidade de 2000, cujo tema era: “Dignidade humana e paz” e o lema escolhido foi: “Novo milênio sem exclusões”; a segunda foi a Campanha da Fraternidade de 2005, cujo tema era “Solidariedade e paz” e o lema foi: “Felizes os que promovem a paz”.
As Campanhas da Fraternidade Ecumênicas giram em torno da valorização da pessoa humana e seus direitos e, o cuidado da natureza. Os seres humanos são vistos como filhos preciosos e amados do Criador.
Segundo o texto-base, o pensamento social cristão vê a economia como uma atividade humana que deve ser orientada para o serviço das pessoas, que são o centro e a razão de ser da vida social e econômica. Propõem que a ciência econômica deve ser orientada para o bem comum, que é descrito como Bem comum é o conjunto de condições sociais que permitem e favorecem às pessoas o desenvolvimento integral da personalidade. O texto enfatiza que o Bem Comum engloba o acesso de todas as pessoas aos bens necessários ao seu desenvolvimento, sem exclusão de pessoas ou grupos sociais. Afirma que "A responsabilidade pela construção do Bem Comum, a despeito de caber a cada pessoa, cabe também à sociedade organizada e ao Estado, pois o zelo pelo Bem Comum é a razão de existir da autoridade política...A construção do Bem Comum não é um fim em si mesmo, mas tem sentido apenas se sua referência for o respeito à dignidade da pessoa e de toda a humanidade".
Objetivos da Campanha
Segundo o texto base da campanha[2], seu objetivo geral é "Colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão".
Os objetivos específicos explicitados no texto são:
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Sensibilizar a sociedade sobre a importância de valorizar todas as pessoas que a constituem.
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Buscar a superação do consumismo, que faz com que o “ter” seja mais importante do que as pessoas.
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Criar laços entre as pessoas de convivência mais próxima, em vista do conhecimento mútuo e da superação tanto do individualismo como das dificuldades pessoais.
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Mostrar a relação entre fé e vida, a partir da prática da Justiça, como dimensão constitutiva do anúncio do Evangelho.
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Reconhecer as responsabilidades individuais diante dos problemas decorrentes da vida econômica, em vista da própria conversão.
Para atingir estes objetivos, propõe-se as seguintes estratégias:
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Denunciar a perversidade de todo modelo econômico que vise em primeiro lugar o lucro, sem se importar com a desigualdade, miséria, fome e morte.
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Educar para a prática de uma economia de solidariedade, de cuidado com a criação e valorização da vida como o bem mais precioso.
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Conclamar as Igrejas, as religiões e toda a sociedade para ações sociais e políticas que levem à implantação de um modelo econômico de solidariedade e justiça para todas as pessoas.
Ainda segundo o texto, a campanha '~ao visa a crítica dos sistemas econômicos excludentes, mas espera que a campanha mobilize igrejas e sociedade a dar respostas concretas às necessidades básicas das pessoas e à salvaguarda da natureza, a partir da mudança de atitudes pessoais, comunitárias e sociais, fundamentadas em alternativas viáveis derivadas da visão de um mundo justo e solidário.
Oração da Campanha
Ó Deus criador, do qual tudo nos vem, nós te louvamos pela beleza e perfeição de tudo que existe como dádiva gratuita para a vida.
Nesta Campanha da Fraternidade Ecumênica, acolhemos a graça da unidade e da conivência fraterna, aprendendo a ser fiéis ao Evangelho.
Ilumina, ó Deus, nossas mentes para compreender que a boa nova que vem de ti é amor, compromisso e partilha entre todos nós, teus filhos e filhas.
Reconhecemos nossos pecados de omissão diante das injustiças que causam exclusão social e miséria. Pedimos por todas as pessoas que trabalham na promoção do bem comum e na condução de uma economia a serviço da vida.
Guiados pelo teu Espírito, queremos viver o serviço e a comunhão, promovendo uma economia fraterna e solidária, para que a nossa sociedade acolha a vinda do teu reino.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém.
OBS.: Leia também Semana Santa
