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Aumento de peso pode levar

à hipertensão arterial
 


          No Brasil, uma população equivalente a da Argentina (38,6 milhões), já está acima do peso ideal. Isso significa que mais pessoas sofrem de pressão arterial elevada correndo o risco de doenças cardiovasculares.

 

          Cerca de 40 milhões de brasileiros estão acima do peso ideal, indica levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2002. Isso representa cerca de 20 a 30% da população brasileira, chegando a mais de 50% entre os idosos.

O problema é que, geralmente, o aumento do peso acompanha a elevação da pressão arterial, aumentando o risco de doenças cardiovasculares. Mais da metade das pessoas com sobrepeso são hipertensas. Não bastasse isso, o risco de essas pessoas sofrerem infarto ou derrame cerebral (Acidente Vascular Cerebral - AVC) é o dobro em comparação às pessoas que estão acima do peso, mas apresentam níveis normais de pressão arterial.

          Neste ano, o tema da campanha do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão (26 de abril), organizada pela Sociedade Brasileira de Hipertensão, é a relação perigosa entre a obesidade e a doença. "A redução dos níveis de pressão arterial é fundamental para prevenir complicações cardiovasculares nas pessoas que estão acima do peso ideal", alerta o Presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), Robson Santos. Doenças do aparelho circulatório, como os infartos e derrames, mataram quase 300 mil brasileiros em 2002.

          A recomendação a ser divulgada a toda a população é "Controle seu peso. Sua pressão agradece!" Para saber a programação completa, acesse o site da Sociedade Brasileira de Hipertensão que é www.sbh.org.br

 

Mas, qual a relação entre o excesso de peso e a hipertensão?

          A relação entre obesidade e hipertensão é bem conhecida no meio acadêmico. A gordura em excesso, localizada principalmente na cintura, permanece estocada em células denominadas adipócitos, que produzem substâncias chamadas adipocinas. As adipocinas agem nas células que compõem os vasos sanguíneos, provocando o enrijecimento da parede dos vasos, o que faz com que eles se contraiam, diminuindo seu calibre, e, por conseqüência, aumentando a pressão sanguínea.

          Calcula-se que para um aumento de peso de 10 kg, a pressão arterial aumente em 5 a 8 mm Hg. Isso significa que uma pessoa com pressão normal (12 por 8 ou 120/80 mm Hg), depois do ganho de peso pode tornar-se hipertensa (pressão maior que 14 por 9 ou 140/90 mm Hg).

          Os problemas advindos da obesidade podem ser melhorados com a perda de peso relativamente modesta (10 a 15%), principalmente se vier acompanhada da prática de atividade física.           Estima-se que para redução de 1% do peso corporal, a pressão arterial diminua de 1 a 2 mm Hg.

Fique sempre alerta!

          A hipertensão arterial ou pressão alta é a elevação da pressão (força com que o sangue é bombeado pelo coração para as artérias) a valores acima dos considerados normais. Ela pode causar sérias lesões nas artérias, expondo os pacientes a problemas mais graves como o Acidente Vascular Cerebral (AVC), insuficiência cardíaca com coração dilatado, insuficiência renal, infarto do miocárdio e lesão nos vasos da retina.
          Além da obesidade, há outros fatores que contribuem com o aparecimento da doença: o histórico familiar, idade (a doença é mais comum em pessoas com mais de 35 anos), ingestão excessiva de sal, diabetes, abuso de álcool, vida sedentária e o cigarro.

          De acordo com cardiologistas do Hospital e Maternidade São Camilo, medidas simples como a redução no uso do sal na alimentação, perda do excesso de peso, prática de exercícios, diminuição do estresse diário e evitar o fumo podem prevenir o aparecimento da doença. No entanto, quando a adoção desses hábitos não é suficiente para atingir níveis adequados de pressão arterial, é necessário o uso de medicamentos, sob supervisão médica.
          Para evitar as conseqüências da hipertensão, a detecção precoce da doença é muito importante, até porque a maioria dos portadores não apresenta sintomas. Além disso, é necessário seguir à risca o tratamento prescrito pelo médico. Caso você sinta algo diferente, informe ao médico, mas nunca suspenda a medicação por conta própria!

Fonte: www.saocamilo.com 

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