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Se há vacinas, por que correr riscos?

 

        Adolescentes e adultos também tem o seu calendário de vacinação. E quem vai viajar deve tomar algumas vacinas específicas. Saiba quais são:

        Tétano, gripe, hepatite, rubéola, pneumonia e meningite. Essas são as doenças que podem ser evitadas por meio da vacinação. Além do calendário obrigatório para crianças, que deve ser seguido a risca pelos pais e responsáveis, os infectologistas do Hospital e Maternidade São Camilo alertam que há vacinas também imprescindíveis para adolescentes e adultos, que na maioria dos casos, caem no esquecimento.
        Para que isso não aconteça, o Flash São Camilo fala sobre as principais doenças infecciosas e seus sintomas; as vacinas e suas doses, que devem ser tomadas por adolescentes e adultos. É importante ressaltar que é recomendado consultar um médico infectologista.

Adolescentes – Essa é uma fase da vida em que as doenças são esquecidas. Se os pais nãos estiverem atentos, os adolescentes não seguem o calendário de vacinação.
        Para jovens a partir de 18 anos, a vacina contra a gripe deve ser tomada anualmente, de março a junho. Contra tétano, a cada 10 anos. Hepatite A deve ser prevenida com duas doses em intervalo de seis meses. Contra Hepatite B, devem ser três doses, com intervalos de um mês para a segunda dose e seis meses para a terceira dose.
        Para as vacinas tradicionais contra o sarampo, caxumba e rubéola, recomenda-se uma dose, caso a pessoa não tenha sido vacinada na infância. Mas se trabalhar com profissões de risco (em hospitais, por exemplo), são duas doses. E, finalmente, para prevenção da pneumonia e meningite, uma dose da pneumocócica, com indicação médica, a cada cinco anos.
        Mas, não pense que depois dos 50 anos não é mais preciso tomar vacinas. De 50 a 64 anos e com mais de 65 anos, repetem-se as vacinas, doses e periodicidades informadas acima.

Vai viajar, vacine-se!
        Há algumas doenças que são regionais em função da presença de hospedeiros. Por isso, é importante vacinar-se antes da viagem para determinados locais. Para o norte, centro-oeste, Maranhão, Foz do Iguaçu e também para a América do Sul, África e Ásia, é necessário vacinar-se contra a febre amarela. Uma dose dez dias antes da viagem tem a eficácia de cerca de 10 anos.
        Antes de ir para o continente africano ou asiático, é preciso tomar a vacina contra a cólera; uma dose oral, oito dias antes da viagem, com eficácia de cerca de seis meses e a dose única da vacina contra a febre tifóide, com eficácia de seis meses.
        Dependendo da profissão ou da natureza da viagem para o exterior, é importante ficar imune contra a hepatite B, raiva, meningite e tétano. Converse com o médico.
        Obs.: Algumas dessas vacinas estão disponíveis gratuitamente em postos de saúde, outras apenas em clínicas particulares. Para saber mais, entre em contato com seu médico infectologista.

 

Principais doenças e por que tomar a vacina

Tétanodoença infecciosa grave, que pode ser prevenida por vacina a partir dos dois meses de idade e repetida a cada dez anos.

        É causada por uma bactéria encontrada na terra, no adubo ou em locais sujos. O Clostridium tetani entra no organismo por meio de ferimentos, inclusive os pequenos. Produz uma toxina que age no sistema nervoso central. No começo, o sintoma é rigidez muscular, especialmente do queixo e do pescoço. Quarenta e oito horas depois, o doente já tem dificuldade de engolir ou abrir a boca. A pessoa fica quieta demais, apresenta espasmos e superirritação. A doença pode ficar grave a ponto de interromper a respiração nos primeiros três ou quatro dias.

        São três doses com intervalos de dois meses entre a primeira e a segunda. A terceira dose, seis meses após a segunda aplicação. Gestantes devem tomar duas doses a partir do quarto mês de gravidez, com intervalo de dois meses. A terceira, seis meses após a segunda aplicação.

        Crianças ou adultos que iniciaram a vacinação, e interromperam em qualquer época, devem completar as doses até a terceira, independente do tempo decorrido. A partir daí, o reforço deve ser feito a cada dez anos. Quem está sem o reforço da antitetânica há mais de 10 anos, mas tem vacinação completa, não precisa repetir as três doses. Basta o reforço, pois apenas uma dose é capaz de recuperar a imunidade completamente.

        Podem ocorrer efeitos colaterais da vacina como são vermelhidão no local da aplicação, febre e dor local.

 

GripeA vacina, específica para o vírus Influenza (tipos A, B e C) é indicada para todas as idades, inclusive bebês a partir dos seis meses. A aplicação deve ser repetida anualmente. O melhor período é de março a junho, antes do inverno. A eficácia é comprovada em 90% dos casos e a proteção começa um mês após a aplicação.

        É considerada importante principalmente para idosos (mais de 60 anos), que podem obter a vacina gratuitamente nos postos de saúde. E também para todos os doentes crônicos do coração ou do pulmão, diabeticos, asmáticos, que têm bronquite crônica, tuberculose ou fibrose cística do pâncreas.

        De seis a doze horas após a vacinação pode haver febre e mal estar, persistindo por um ou dois dias. Muita gente confunde esses sintomas com gripe, mas é importante ressaltar que são apenas efeitos passageiros da vacina. Há dois casos em que a vacina não deve ser aplicada: quando a pessoa estiver com febre e se tiver alergia ao ovo (a vacina é produzida em embriões de galinhas).

 

HepatiteHá três tipos de hepatite: A, B e C. Existe vacina para os tipos A (transmitida por água contaminada) e B, por via sexual ou sangue contaminado. Ainda não há vacina disponível para o tipo C, também transmitida pelo sangue.

        As vacinas para os tipos A e B são indicadas para crianças e adultos. Para o tipo A, são duas doses com intervalo de seis meses e a eficácia é de 20 anos. A vacina contra a Hepatite B deve ser tomada já por recém-nascidos, em três doses (a primeira, ao nascer; a segunda, 30 dias depois; e a terceira, seis meses após a primeira dose). Para jovens de 16 anos, é indicada a vacina para os tipos A e B. Para jovens até os 19 anos, a vacina está disponível gratuitamente na rede pública de saúde.

        A hepatite B pode se complicar e tornar-se crônica, causando cirrose ou câncer de fígado. Isso acontece em cerca de 20% dos casos, por isso é muito importante a vacinação.

 

RubéolaVacina indicada principalmente para mulheres em idade fértil que não tiveram a doença na infância ou tomaram apenas uma dose da vacina (que não garante a proteção). A vacina é importante, pois se a gestante contrair rubéola, há risco de malformação do feto.

 

PneumoniaHá 90 tipos de pneumococos, causadores da pneumonia. Eles causam infecção que começa na faringe e pode atingir o ouvido, causando otite (dor com inflamação) ou sinusite.         Mas, podem cair na circulação sangüínea e atingir o sistema nervoso central, causando meningite. Essas doenças podem ser prevenidas por vacina a partir dos dois meses, com reforço a cada cinco anos. Indicada também para pessoas com mais de 60 anos.

 

Meningite - A meningite é uma inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem o cérebro. É uma doença causada, principalmente, por bactérias ou vírus, portanto são diversos os tipos de meningites. Nem todas são contagiosas ou transmissíveis. Em princípio, pessoas de qualquer idade podem contrair uma meningite, mas as crianças menores de 5 anos são mais atingidas.

        A meningite meningocócica é causada por uma bactéria, o meningococo, e é contagiosa.

        Existem vacinas contra alguns tipos de meningite meningocócica - tipos A, C, W135 e Y - porém elas não são eficazes em crianças menores de 18 meses. Em crianças maiores de 18 meses e adultos a proteção da vacina dura de 1 a 4 anos. Por esse motivo elas não fazem parte do calendário de vacinação, e não estão disponíveis nos postos de saúde.

Fonte: http://www.saocamilo.com/pompeia/lista_news.asp

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