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- Prevenção de crise:
- como identificar sinais de má
administração
Julia Reis
Os problemas financeiros enfrentados pelas empresas são muitas
vezes antecedidos por um trabalho gerencial ou operacional
insatisfatório, com dificuldades de andamento.
Reflexos comuns das falhas
empresariais são, por exemplo, os atrasos nos pagamentos,
pagamentos em cartório, perda de capital de giro, endividamento
bancário crescente, endividamento de curto prazo e perda de
linhas de crédito no banco.
O problema está na demora para se
diagnosticar o que está errado e adotar uma estratégia de
recuperação. Esta lentidão, ou, em alguns casos, falta de
conhecimento, condena principalmente as pequenas e médias
empresas.
Alguns problemas podem ser precoces e ter
uma solução bastante viável. Porém, a demora em identificá-los
pode levar a uma falha aguda dentro da empresa, mais séria e com
recuperação mais difícil.
As falhas na gerência
Entre os indícios iniciais da carência gerencial de uma empresa,
pode se destacar o estilo de gestão tipicamente familiar.
De acordo com o consultor Fábio
Bartolozzi Astrauskas, isso não significa necessariamente a
presença de diversos parentes no organograma, mas sim um
tratamento da empresa similar ao feito com o ambiente de casa.
Isso pode ser detectado quando o administrador leva questões e
problemas de ordem familiar para o ambiente corporativo, por
exemplo.
O conhecimento nas áreas de
marketing e finanças também é fundamental para uma boa
administração da empresa. Mesmo com possibilidades simples de
reversão do quadro, este tipo de deficiência, ela é normalmente
percebida quando já existe a falta de formulação de novas
estratégias dentro de um timing adequado. Além disso, assumir
responsabilidades dentro de uma área que não é de seu domínio,
pode levar o gestor da empresa a tomar decisões erradas ou de
alto risco.
Funcionários novos e antigos
A alta rotatividade de
funcionários, assim como seu extremo: funcionários muito antigos
-, também é sinal de que algo vai errado. Quando a empresa não
tem uma linha de ação bem definida, um direcionamento, ela cria
um ambiente confuso e inseguro para seus trabalhadores, que
buscam uma recolocação em pouco tempo.
O problema de gestão
também está presente quando as equipes de trabalho não são
renovadas há tempos. O problema não está na presença de um
funcionário por anos dentro da companhia, mas sim na falta de
renovação de idéias que se estabelece. Esta acomodação da
empresa não renova técnicas ou padrões de conduta e não absorve
novidades do mercado.
O treinamento, neste
caso, é útil, porém não o suficiente.
Conseqüências
Quando o gestor
interrompe constantemente o andamento de seu trabalho para
cuidar de assuntos urgentes, algo está errado. Segundo
Astrauskas, este já é um sinal avançado das deficiências
internas, uma mostra que o tempo e os recursos não estão sendo
bem administrados.
O empresário deve ter o
tempo para sentar e planejar ações, assim como prazos para tomar
decisões assim como traçar planos. A falta disso o impede de
contornar e prever dificuldades e oportunidades a médio e curto
prazo, segundo o consultor.
A pressa também é um
fator que leva à decisão erradas e perigosas para a firma.
Como reflexo da
sobrecarga constante na agenda dos executivos, Astrauskas aponta
o estresse pessoal e da equipe, que absorve o descontrole
gerencial. O empresário também deve ficar atento ao excesso de
reuniões e ao alto grau de tensão e desentendimentos durante as
discussões das tarefas.
Problemas operacionais
Para diagnosticar se a parte
operacional da empresa está sendo eficiente, é possível observar
a organização e o desempenho da área frente aos projetos.
A perda de pedidos ou contratos
por conta de atrasos no cronograma de entrega não pode
acontecer. Relatórios contábeis em dia permitem à empresa olhar
para frente e evitar futuros problemas de caixa.
Faturamento em queda, ou
estagnado, também sinaliza problemas à vista, assim como a
diminuição das margens de contribuição - ou seja, a relação
entre o custo fixo de produção e o faturamento.
Para que estas variações
financeiras não afetem a saúde da empresa, a controladoria tem
um papel importante e fundamental em diagnosticar rapidamente as
mudanças. Esta área deve analisar e apontar deficiências ou
cuidados a serem tomados. Se este controle interno não for bem
exercido, será só uma questão de tempo até as falhas financeiras
surgirem, segundo diz Fábio Astrauskas.
Desta forma, é possível apontar
o que é necessário aos setores da empresa agir com prontidão e
agilidade às mudanças e tendências de mercado, aproveitando
oportunidades para o crescimento e saúde financeira da
organização.
Fonte:
www.infomoney.com.br.
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