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Palavras
mal
ditas na
relação
Drika
Cordeiro.
É uma
certeza
absoluta:
se
algum
dia
um
casal,
numa
briga,
disser
qualquer
grosseria
ou
“verdades”
que
só
aparecem no
calor
da
briga,
nunca
mais
a
relação
será a
mesma.
Claro,
que
chamar
o (a)
parceiro
(a) de
bobo,
besta
ou
idiota
numa
brincadeira
ou
numa
briga,
mas
sendo poucas
vezes
e
sem
tom
agressivo,
isso
não
acarretará numa
grande
mudança
na
relação.
Entretanto,
se
um
dia,
um
dos
dois
ou
ambos
disser,
por
exemplo,
“você
é
um
fracassado,
por
isso
você
não
tem
aumento”,
num
momento
de
raiva,
mesmo
que
depois
você
diga
que
isso
só
foi
dito
porque
estava
com
raiva,
nunca
mais
a
relação
será a
mesma.
A
pior
coisa
que
um
casal
pode
fazer
numa
briga
é
perder
o
controle
das
palavras.
Por
mais
que
voltem as
pazes,
e
que
aparente
que
tudo
voltou ao
normal,
a
pessoa
que
ouviu
isso
guardará
consigo
para
sempre.
Conhecemos
muitos
casamentos
que
se dissolveram (ainda
que
só
de
fato,
sem
oficialização na
justiça)
por
causa
das
agressões
verbais.
Quanto
mais
palavras
mal
ditas,
mais
a
relação
se deteriora. A
regra
é
simples:
nunca,
em
hipótese
alguma,
ainda
que
o
outro
já
tenha
dito
horrores
para
lhe
magoar,
nunca
aponte nenhuma
fraqueza
do
outro.
Nunca,
nunca
mesmo.
Isto
é seríssimo, a
relação
não
acabará de
imediato,
é ao
longo
do
tempo
que
o
quê
justificava
ainda
o
amor,
deixa
de
justificar
e
ele
(o
amor),
infalivelmente, deixará de
existir.
Normalmente,
as
mulheres
conseguem
aceitar
mais
as
palavras
mal
ditas,
desde
que
o
grau
da
grosseria
não
seja
muito
alto.
Os
homens
podem
engolir,
mas
nunca
esquecer.
Eles
se sentem
muito
mais
agredidos
com
o
apontamento
de
falhas;
e ao
longo
do
tempo,
com
a
repetição
de
brigas
e
grosserias,
eles
passam a
duvidar
que
ela
realmente
goste dele e
deixa
de
gostar
dela.
Nesse
caso,
eles
não
terminarão
um
casamento
até
que
se apaixonem
realmente
por
alguém,
pois
o
casamento
é a
estabilidade
e o
divórcio
é
muito
trabalhoso.
Se a
esposa
é
quem
cuida da
casa,
mas
difícil
será a
decisão
dele se
separar.
Ele
pode
não
se
separar
judicialmente,
mas
de
fato
estará separado.
Ele
deixará de
fazer
sexo
com
a
esposa,
mas
não
necessariamente
porque
está traindo,
mas
porque
o
desgosto
fez
acabar
até
o
tesão.
A
mulher,
ao
contrário,
consegue
relevar
as
palavras
mal
ditas
em
nome
do
amor
que
sentem;
elas
querem
que
tudo
volte ao
normal,
independentemente
do
que
lhe
foi
dito
(dentro
de
um
limite
que
não
chegue a
ser
humilhação).
Reverter
esse
quadro
é
muito
difícil,
os
dois
têm
que
querer
reverter,
pois
se
só
ela
quiser “consertar”
a
relação,
nada
do
que
ela
possa
fazer
mudará alguma
coisa.
Então,
o
melhor
é
ter
uma
conversa
franca,
desculpando-se e
sem
justificar
que
fez
tudo
isso
porque
ele
também
fez. Se disser
isso,
a
briga
reiniciará.
Melhor
é
apenas
se
desculpar
e
falar
francamente
como
a
relação
está e
perguntar
a
ele
diretamente
se
deseja
que
a
relação
melhore, se
ele
está
disposto
a
colaborar
no “conserto”.
O
tom
a
ser
usado
não
pode
ser
agressivo
ou
inquisitivo,
como
se
ele
tivesse
culpa,
ainda
que
seja
culpa
mútua.
Não
se deve
discutir
ou
revelar,
ainda
que
implicitamente, de
quem
é a
culpa.
A
culpa
é de
ambos
e
isso
deve
ter
em
sua
mente,
ainda
que
na dele
isso
não
esteja
claro.
Não
importa de
quem
é a
culpa,
o
que
importa é, se
esse
for o
desejo
de
ambos,
restabelecer
uma
relação
saudável.
Se
ele
agir
com
ironia
quando
você
fala
sobre
o
restabelecimento,
esquece, a
relação
nunca
mais
irá
voltar
ao
normal.
Não
adianta
ameaçar
com
separação,
nada
fará
melhorar.
Se
você
não
quiser
continuar
com
o
casamento
assim,
o
jeito
é se
separar
mesmo.
Se
você
for o
homem
numa
relação
desgastada
por
causa
das
brigas
e
quer
restabelecer
a
relação,
siga a
dica
dada
acima.
Cremos
que
restabelecer
a
relação
para
você,
homem,
com
a
sua
mulher
será
mais
fácil
(desde
que
você
não
a tenha humilhado) do
que
a
mulher
querendo
restabelecer
com
o
homem.
Portanto,
se
vocês
estão no
começo
da
relação
ou,
apesar
do
tempo
de
namoro,
não
tiveram
brigas
muito
sérias,
quando
as tiver, controle-se,
ainda
que
o (a)
outro
(a)
cometa
a
primeira
grosseria
muito
grande.
Saia
do
recinto
e
depois
converse
com
quem
fez a
grosseria
e diga-lhe
calmamente
que
se
ambos
querem
que
a
relação
nunca
acabe,
esse
tipo
de
grosseria
não
pode
ser
dita.
De todas as
grosserias,
a
mais
grave
é aquela
que
aponta
defeitos,
falhas
ou
fracassos.
Como:
“você
é
ruim
de
cama”,
“meu
salário
é
maior
do
que
o
seu”,
“eu
te
sustento”,
“você
é
um
(a) fracassado (a)” e outras
expressões
desse
gênero.
No
momento
da
raiva,
a
vontade
é de
dizer
palavras
duras
para
atingir
o
outro,
então
as
pessoas
procuram os
pontos
fracos
e conseguem o
seu
intento
que
é
agredir
profundamente.
Depois
que
a
raiva
passa,
o
arrependimento
vem
junto
com
o
pedido
de
desculpas.
As
desculpas
serão
aceitas,
mas
a
mágoa
não
desaparecerá.
Isso
é
regra,
a
não
ser
que
você
esteja se relacionando
amorosamente
com
o Dalai
Lama.
Palavras mal ditas são verdadeiras malditas palavras.
Drika Cordeiro está aberta para debater
assuntos relacionados a relacionamentos amorosos. Se quiser comentar esse
texto ou outros, escreva para
drikacordeiro@gmail.com
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