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O que é a doença?
Mauro
Kwitko
Muito se tem falado hoje em dia sobre a origem real das doenças físicas,
ou melhor dito, as manifestações patológicas que surgem no nosso corpo
físico. Alguns médicos da Medicina tradicional ainda relutam em aceitar e
integrar ao seu cotidiano novas maneiras de pensar a doença, movidos por
um receio difícil de entender e, teimosamente, preferem deixar isso
completamente de lado, ou a cargo dos psicólogos e psiquiatras. Mas outros
já estão abrindo-se para a Medicina do futuro e estão estendendo seus
raciocínios para a integração Espírito-mente-corpo, a união das várias
maneiras de ajudar um doente.
Mas, embora mesmo entre os leigos já se acredite
na origem ou, pelo menos, na grande influência do nosso jeito de ser em
nossas doenças físicas, poucas pessoas entendem como isso acontece. E os
raciocínios simplistas são de que o nervosismo tem relação com a gastrite,
os problemas afetivos com o infarto do miocárdio, etc. Mas de que modo o
nosso jeito de ser, os nossos pensamentos e sentimentos, a nossa maneira
de viver a vida podem provocar doenças físicas? A Física Quântica já
provou que a matéria é apenas uma condensação de energia, ou seja, energia
vibrando numa certa freqüência que possibilita ao olho humano
visualizá-la, o que implica dizer que a diferença entre algo visível e
algo invisível é apenas a sua freqüência vibratória, e então nós vemos o
que é "visível" e não vemos o que é "invisível". Tudo resume-se à
capacidade de percepção do olho humano e, claro, ao desenvolvimento da
percepção visual de cada um, dai existirem os videntes, que vêm o
“invisível".
Mesmo sendo de amplo conhecimento que matéria é
uma condensação energética, a maioria das pessoas tem enorme dificuldade
de integrar o conhecimento de que nós somos um mecanismo energético, com
diversas estruturas interagindo entre si, vórtices (chakras), canais,
cores, enfim, uma circulação “invisível” em incrível movimentação, em
constante modificação. Conhecendo esses corpos e os vórtices, os quais
tentam manter uma regulação energética entre si e, principalmente,
entendendo as repercussões de problemas em sua estrutura ao nível do corpo
denso, pode-se começar a assimilar realmente o que significam as "doenças"
que surgem nesse corpo visível. É tudo uma questão de "limpeza" ou de
"sujeira" a nível energético e de circulação rápida ou lenta, livre ou
bloqueada, nos corpos mental e emocional e a sua repercussão no duplo
etérico, e daí para o corpo físico.
É como a diferença entre um curso de água que
flui livre, rapidamente e sem bloqueios, de um outro que flui lentamente,
com bloqueios e dificuldades de escoamento. É mais ou menos assim que
acontece a nível energético em nossos corpos. Quando a Energia flui
livremente, quando não há toxinas e impurezas que lhe obstaculizam o
fluxo, ou pelo menos, quando a circulação energética não tem bloqueios
importantes, o ser humano encontra-se num estado que deveria ser o normal
e usual para todos, mas isso é bastante raro. A maioria de nós possui
essas toxinas, impurezas, obstáculos e bloqueios importantes em sua
circulação energética, mas de onde vêm? Dos nossos pensamentos e
sentimentos, quer tenham se originado nessa encarnação, quer tenham vindo
integrados a esses corpos das nossas outras encarnações. E o que eles
provocam? Uma diminuição da velocidade de fluxo da circulação energética,
uma dificuldade de escoamento, zonas de difícil passagem, áreas de acúmulo
energético. E onde? Nas partes do corpo que possuem uma sintonia com os
pensamentos e sentimentos prejudiciais, dai a relação com locais e órgãos
do corpo físico, como o coração, o fígado, os rins, o estômago, as
articulações, as mãos, os pés, etc...
Os nossos pensamentos e sentimentos, as nossas
características de personalidade e o nosso modo de viver são os causadores
das “doenças físicas". E então é óbvio que os tratamentos tradicionais
endereçados apenas ao corpo físico, seus órgãos e partes, não podem ter
uma ação realmente curativa, e é o que se observa na prática médica
tradicional, ortodoxa.
Sendo as doenças provocadas originalmente em
nossos pensamentos e sentimentos, a verdadeira cura tem que se endereçar a
esses efeitos primários e isso pode ser feito de várias maneiras: os
tratamentos psicológicos, tradicionais ou mais modernos, a utilização de
estímulos energéticos endereçados a essas estruturas também energéticas,
como a Homeopatia, a Terapia Floral, o Reiki, etc.
A doença deve ser vista como a conseqüência de um
equívoco, de um erro, e apenas a correção deste equívoco pode propiciar a
verdadeira cura. Esse erro, na maior parte das vezes, vem de uma falta de
sintonia da nossa personalidade encarnada com a nossa Essência, ou seja,
os raciocínios, modo de sentir e de agir, enquanto aqui encarnados, não
têm uma concordância com o nosso bem supremo. Essas "infrações" repercutem
energeticamente nos corpos sutis e daí repercutem no corpo físico. A cura
real, íntima, vem da retificação dessas questões patogênicas e isso pode
ser atingido por um trabalho profundo de autoconhecimento, de
interiorização, e um aprofundamento nas questões espirituais.
Se a doença vem da raiva e atinge, por exemplo, o
fígado, a vesícula biliar ou o cérebro, a cura da raiva pode ocasionar a
cura da repercussão física, mas, principalmente, curar o corpo emocional e
o corpo mental e isso é o mais importante, pois são esses corpos que
permanecerão conosco depois do desencarne e ao reencarnarmos novamente.
Isso é uma verdadeira cura, enquanto que uma “cura" dos órgãos afetados ou
uma extirpação cirúrgica é um modo caridoso de tratar, mas paliativo.
Nunca devemos nos esquecer que o único corpo descartável que possuímos é o
corpo físico, que deve ser bem tratado e cuidado, mas não pode
constituir-se no enfoque principal dos métodos de cura. Os corpos que
permanecerão conosco devem merecer a nossa atenção, no meu modo de ver,
até mais do que o corpo visível.
Se a doença vem da mágoa, do ressentimento, da
tristeza, dos medos, da falta de confiança, do orgulho, da vaidade, etc.,
é isso que deve ser curado. Dependendo da expectativa do profissional de
cura, o enfoque visará "curar" apenas o corpo físico ou os corpos mais
sutis com repercussão no físico.
Os terapeutas espiritualistas, médicos ou não,
não devem perder de vista o objetivo da encarnação que é a auto-evolução,
e que a grande causa da doença da humanidade encarnada é esquecer que está
aqui de passagem, em busca da melhoria de certas características que ainda
necessitam do confronto com as situações da vida encarnada para a sua
exteriorização. E então viver-se como se realmente tivéssemos nascido (a
chegada) e fôssemos morrer (a saída), sem saber que a nossa maneira de
pensar e de sentir já são nossas faz muito tempo, de antes de aqui
chegarmos, e que quando são negativas e prejudiciais estão nos revelando
claramente o que descemos para curar, faz com que a personalidade
encarnada viva quase de uma maneira ilusória, apegada à superficialidade
das coisas, interessada mais em aspectos fúteis e vazios, temporários e
sem importância, quando deveria endereçar sua atenção e seu foco
existencial ao verdadeiro objetivo de sua breve estadia nesse plano
terreno: a correção de suas imperfeições.
Esse erro de enfoque faz com que geralmente o que
viemos para curar, a raiva, a tristeza, a mágoa, o egoísmo, etc.,
permaneça em nossos corpos emocional e mental, e pior, muitas vezes até
amplificado por novos erros e enganos.
A doença do ser humano é a mesma doença da
humanidade, a falta da verdadeira visão sobre suas questões profundas e
transcendentais. E, a par dos enormes benefícios da Medicina alopática,
ela tem um aspecto muito prejudicial, a nível consciencial, que é alienar
o doente de seus processos patológicos, transformando-o numa vítima da
doença e não um participante ativo de todo o processo. Não é uma questão
de culpa por sua doença e, sim, de responsabilidade. O doente revela-se em
sua doença, ele e a sua doença são a mesma coisa. Por isso a cura das
doenças do Homem virá junto com a cura da distorcida visão da humanidade,
em relação a essas questões. A seu tempo, em alguns séculos, isso irá se
formatando e teremos um dia um novo Homem encarnado sobre a Terra,
construindo um mundo de amor, de paz e de progresso, trazendo consigo a
verdadeira justiça, a fraternidade e a igualdade.
Nesse dia, as doenças físicas serão raras, pois estarão praticamente
curadas num nível sutil, o dos pensamentos e dos sentimentos.
Mauro Kwitko é Médico, Psicoterapeuta, e Presidente da Sociedade
de Psicoterapia Reencarnacionista.
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