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NHÁ CHICA 

 

Francisca de Paula de Jesus Isabel, conhecida popularmente como Nhá Chica, nasceu em 1808, no povoado de Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno, um dos cinco distritos de São João del-Rei, município do estado brasileiro de Minas Gerais, onde também foi batizada. Pouco tempo depois sua família mudou-se para a cidade de Baependi, no sul desse mesmo estado, onde viveu até 14 de junho de 1895, data de seu falecimento.

É considerada por muitos católicos como santa, de modo que o processo de beatificação e canonização já se encontra em tramitação no Vaticano.

 

 Biografia

Filha e neta de escravos, Francisca de Paula de Jesus ficou órfã aos dez anos. Mulher humilde, era fervorosa devota de Nossa Senhora da Conceição, e, a pedido da mãe, passou a vida inteira a dedicar-se à prática de caridade. Leiga extraordinária, foi chamada ainda em vida de "a mãe dos pobres". Respeitada por todos que a procuravam, desde os mais humildes aos homens do Império. Durante 30 anos, reuniu doações para construir a capela de Nossa Senhora da Conceição, onde hoje funciona o Santuário da Conceição, na cidade mineira de Baependi. Vale lembrar que Nhá Chica é reverenciada na cidade de Alagoa - MG com uma grandiosa festa, do dia 5 de junho ao dia 14 de junho em todos os anos. Vale lembrar que no dia 14 de junho, após 09 dias de novena, acende-se uma fogueira de 14 metros, com show pirotécnico e há grande presença de fiéis de todo Brasil e até mesmo de outros países.

 

Nhá Chica pode ser a primeira santa nascida no Brasil

Fafate Costa(*) - Comunicação Institucional da Associação Beneficente Nhá Chica

 

Acervo ABNC

A única foto de Nhá Chica foi publicada em 1894, no livro Caxambu, do Dr. Henrique Monat. Reprodução proíbida sem autorização.

Depois do religioso Frei Galvão, a Igreja pode reconhecer, numa mulher do povo, a primeira Santa Brasileira: Nhá Chica

Nestes tempos em que a mídia tem tocado muito no assunto da canonização de Frei Galvão, filho de Guaratinguetá (SP), faz-se importante situar os leitores sobre um outro processo de Beatificação que corre adiantado no Vaticano. Depois do nosso primeiro santo efetivamente brasileiro, podemos esperar que se cumpra o desejo do saudoso Papa João Paulo II, quando mencionou que o "Brasil precisa de santos, muitos santos"! A expectativa, agora, é pelo reconhecimento da vida de santidade de uma mulher leiga, humilde, filha e neta de escravas, que levou uma vida monástica na pequena Baependi-MG, do séc. XIX.

Quem foi Nhá Chica

Francisca de Paula de Jesus não sabia ler nem escrever, mas deixou suas mais importantes palavras publicadas em livro. A obra Caxambu escrita por Dr. Henrique Monat foi lançada em 1894, poucos meses antes da morte de Nhá Chica.

Um respeitado médico foi quem primeiro fez registrar o que a comunidade de todo o sul de Minas Gerais já considerava milagre. Talvez fosse este o prenúncio de que seria mesmo necessária, no futuro, a comprovação científica para o que a alma de toda gente simples da região já compreendia tão bem.

.: Já está à venda novo livro sobre Nhá Chica

Com a intenção de conhecer e anotar, em entrevista, informações sobre quem era aquela que tantos já diziam "curar" doenças ou prever, com acerto, o futuro, Dr. Monat saiu de Caxambu para uma visita à casinha simples do alto da colina, na vizinha Baependi.

A ausência de escolaridade era uma condição comum às mulheres de seu tempo. Ainda mais, descendente de escrava e órfã tão criança, como foi o caso da pequena Francisca. Incomum para aqueles tempos, no entanto, era o fato de uma mulher tão simples aconselhar pessoas de cargos importantes na sociedade até mesmo sobre posições políticas.

O conhecimento para os sábios conselhos, ela mesma informou: "É porque eu oro com fé [...] Não sou sybilla, nem nunca fiz milagres: eu rezo a Nossa Senhora, que me ouve e me responde; é por isso que posso responder com acerto, quando me consultam, e affirmar o que digo".

A grande importância deste registro histórico é, sem dúvida, a narrativa das ações de Nhá Chica e seu modo de vida, por um profissional das ciências que não teria sido agraciado com um conselho ou uma predição, tornando sua escrita o mais imparcial possível; e, também, o fato de ser a única reprodução exata das falas de Nhá Chica.

Em 1894, a vida de santidade de Nhá Chica inspirou Dr. Monat a encerrar o capítulo que dedica à mãe dos pobres, com a feliz consideração: “Há quem já anteveja sua beatificação e ulterior canonização. Santa Francisca de Baependy! E por que não? Porque é pouco versada em política, em astronomia, em metrificação? Outros santos, menos milagrosos, foram mais pobres de espírito. Santa Francisca de Baependy, ora pro nobis! Amen”.

Como está o processo

Pois sim, Dr Monat, estamos nós agora, 113 anos depois de seu livro publicado, também contando os dias para o anúncio oficial do Papa Bento XVI sobre a Beatificação da Serva de Deus, Nhá Chica. Os trabalhos da Comissão Histórica de Beatificação foram concluídos em 1998 e, desde então, toda comunidade sul mineira aguarda com ansiedade o reconhecimento da Vida de Virtudes e Santidade desta leiga extraordinária. O milagre selecionado por Irmã Célia Cadorin (a postuladora da Causa de Fei Galvão e Madre Paulina, é vice-postuladora da Causa de Beatificação de Nhá Chica) e sua equipe, já foi aceito pela Comissão de Médicos do Vaticano – faltando agora ser apreciado pela Comissão dos Teólogos e, posteriormente, pelo próprio Papa.

O milagre estudado se refere a um problema congênito muito grave no coração de uma professora aposentada de Caxambu - MG, que só poderia ser resolvido com uma cirurgia. Diante da cura, sem que a paciente Ana Lúcia Meirelles Leite fosse operada, os vários médicos que a examinaram em diferentes centros especializados de Minas e São Paulo, reconheceram que a ciência não poderia explicar o que houve. O fato se deu em 1995 e, desde então, Ana Lúcia faz exames regulares comprovando que o problema jamais voltou.

No link a seguir há a reprodução de um programa de Ana Maria Braga, no qual Ana Lúcia é entrevistada e conta em detalhes a sua cura.

 

http://maisvoce.globo.com/MaisVoce/0,,MUL929159-10345,00.html

Informações sobre Nhá Chica

Quem quiser informações sobre os relatos de fé e milagres por intercessão de Nhá Chica; e também conhecer todas obras sociais desenvolvidas pela Associação Beneficente Nhá Chica, em Baependi (MG), pode acessar o site www.nhachica.org.br. No site, o internauta também se cadastra junto ao Projeto Mãos Amigas para ajudar centenas de meninas carentes da região e passa a receber, mensalmente, o jornal Nhá Chica Notícias do Santuário.

Outras informações pelo e-mail jornalnhachica@uol.com.br 

Serviços

Conheça a Associação Beneficente Nhá Chica e visite o Memorial Nhá Chica, aberto diariamente de 8h00 às 17h00, à Rua da Conceição, 165 no Centro de Baependi – MG. As missas no Santuário da Conceição (Igreja de Nhá Chica) são às quartas-feiras às 19h00 e aos domingos em dois horários: às 9h00 e às 11h00. Sua romaria pode ser agendada pelo telefone 35.3343-1077.


(*)Fafate Costa é a jornalista responsável pela Comunicação Institucional da Associação Beneficente Nhá Chica, em Baependi (MG).

 

Fonte: Wikipedia.pt, Canção Nova Notícias, Programa Mais Você da Rede Globo