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A Música na Cura da Depressão
J.
Antonio Séspedes
Para sair de uma situação
depressiva é imprescindível ter atitudes que busquem caminhos, e após
encontrá-los, seguir em frente. Dentre os tratamentos para a depressão a
musicoterapia é forte aliada. No silêncio da alma, a canção é um convite a
reencontrar o sentido de viver. As ondas sonoras invadem o cérebro e
desbloqueiam os neurônios, de tal modo, os sentimentos se modificam,
ressoando em todo o corpo. No entanto, a música não se restringe apenas à
mente física, excedendo a dimensão corporal atingi planos superiores e
proporciona mudanças significativas no ser, tendo o poder de libertar,
curar, emocionar, descontrair, enfim, transformar!
O filósofo alemão Arthur
Schopenhauer vê na arte a possibilidade de transcendência, sendo que a
música ocupa o mais alto patamar, segundo ele: “a música, por ser
independente de toda imagem externa, é capaz de nos apresentar a pura
Vontade em seus movimentos próprios; a música é, pois, a própria vontade
encarnada”. Não há gênero definido, basta ouvir o que se gosta e se
envolver com a melodia para que os efeitos terapêuticos sejam notados. Dos
ritmos mais eletrizantes aos mais suaves, o que importa é deixar o
espírito dançar e porque não, ao mesmo tempo, o corpo...
Para os casos de estresse,
tensão e ansiedade o ideal é o estilo New Age, também conhecido como
música do terceiro milênio. Composições acrescidas de cantos de pássaros e
murmúrios da natureza induzem a mente a um estado de relaxamento. E a
contemplação sugere um passeio pelo cosmo. Tendo as estrelas e o infinito
como pano de fundo, as emoções levitam deixando o tempo se desenrolar
lentamente, sem pressa... Os encantos e desencantos, a amargura e o
deleite se dissolvem nos compassos e descompassos da música que nada mais
é que, a vida se manifestando em forma de sons...
O Autor: J. Antonio Séspedes é autor do
livro Depressão, um beco com saída. Mais detalhes em
http://www.outonos.com.br/olivro.asp
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