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guia prático para manter a
saúde dos filhos
As aulas já começaram, os filhos não estão mais tão perto... Como saber
se está tudo bem com a saúde deles? Alguns cuidados são básicos para
manter uma boa qualidade de vida na escola, evitando chateações ou
emergências. A atenção deve voltar-se para a escolha da mochila e da
alimentação das crianças.
A mochila deve ser escolhida a partir de dois requisitos: a ergonomia e
funcionalidade. De acordo com o ortopedista do Hospital São Camilo,
Dr. Boudewijn Deckers, é preciso verificar se a mochila
se adapta às costas da criança e corresponde à sua altura. As alças
devem ser duplas, uma em cada ombro, e com o comprimento adequado para a
altura da criança. As malas devem ser colocadas no centro das costas e
com fixação anterior com fecho entre o abdome e o tórax, garantindo
assim a estabilidade da mala e a distribuição do peso durante a
caminhada.
Quanto ao peso, não deve superar aquilo que a criança consiga manusear
com conforto. “Normalmente, fala-se em 10% do peso da criança”, afirma o
médico.
Os pais devem redobrar a atenção para a criança que caminha bastante até
a escola ou utiliza ônibus, pois o sobe e desce dos degraus ou rampas
pode provocar esforços excessivos e facilitar lesões na coluna. A saúde
da coluna dependerá do peso transportado e da constituição física da
criança, pois muitas vezes, no mesmo ano letivo, uma criança pode ser
mais forte que outra, mas ambas têm a necessidade de carregar a mesma
quantidade de livros e cadernos. O médico alerta: crianças menos fortes
deverão carregar peso menor.
A melhor maneira de saber se a mochila está muito pesada para a
constituição física da criança é observar a postura. Quando o peso
carregado é maior do que o suportado, a primeira reação de defesa é
inclinar os ombros, projetando o tórax para frente. Isto pode provocar
distúrbios de postura que podem ser difíceis de corrigir mais tarde.
Infecções virais como gripes e
resfriados são comuns nos primeiros meses
Os pais que colocaram seus filhos pela primeira vez na escola devem
ficar atentos a algumas mudanças, principalmente com relação à
imunidade. Por ficar em contato com outras crianças em um ambiente
fechado, o aluno pode ficar mais suscetível a infecções virais como
gripes, resfriados, tosses, diarréias etc.
Quanto menor a criança, mais chance de ficar doente. Entretanto, este
não é um motivo para pânico. “Ter um caso de virose por mês não
significa que seu filho tem imunidade ruim. Ser acometido por doenças
virais não atrapalha o crescimento. O que deve ser alvo de preocupação
são as complicações das doenças virais”, afirma a Dra.
Adriana Barbosa, pediatra do Hospital São Camilo.
O primeiro
cuidado é procurar uma instituição de ensino idônea e com todos os
requisitos de certificação, normas de higiene e tratamento com as
crianças. Além disso, é preciso manter um contato cordial e transparente
com o profissional que cuida do seu filho. Por fim, vacinar a criança
contra doenças mais graves e que, normalmente, não fazem parte do
calendário oficial, é boa medida para evitar complicações. As doenças
que possuem vacina são: meningite, hepatite A, pneumonia e catapora.
Outro ponto que merece atenção dos pais é a alimentação. “Se a criança
não come corretamente, perde peso e, aí sim compromete o
desenvolvimento”, comenta a médica. A recomendação é que toda criança
seja acompanhada regularmente por um pediatra, profissional indicado
para cuidar da saúde de forma adequada.
Dica de alimentação saudável para
a lancheira
A lancheira enviada à escola deve ser repleta de opções saudáveis. A
dica é trocar o refrigerante por suco, os salgadinhos por lanches
naturais, e os doces por frutas. E optar por uma lancheira que ajude a
conservar a qualidade dos alimentos.
Segundo Regina Stikan, nutricionista do São Camilo, os
hábitos alimentares são incorporados mais facilmente na infância,
principalmente quando a família já possui uma alimentação saudável e
balanceada. Para aqueles pais que ainda não aderiram a refeições ricas
em frutas, cereais integrais e verduras, nunca é tarde para começar.
Em casa, a hora da comida não deve ser sinônimo de tortura, nem para os
pais, nem para a criança. A comida deve chamar a atenção e precisa ser
preparada com a participação da criança. “O ideal é utilizar
alimentos com várias cores e, se possível, servida de forma lúdica”,
afirma.
Fonte: Flash São Camilo -
www.saocamilo.com
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