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Cólicas do bebê
.....Um choro
inconsolável, aparentemente sem razão. Dura cerca de 3 horas, em pelo
menos 3 dias por semana, por 3 semanas ou mais. É assim que se caracteriza
a cólica do bebê.
.....Cólica
nos primeiros meses de vida do bebê é praticamente inevitável. Pode ser
causada por vários fatores. Por isso é preciso analisar com muito cuidado
os aspectos físicos e emocionais antes de se adotar qualquer tipo de
medida.
.....Em
geral a cólica surge depois da segunda semana de vida, e acaba piorando
entre a 6ª e 7ª semanas. É um probleminha que costuma durar até o 4º mês,
em média.
.....As
causas mais comuns são a dificuldade do bebê em se adaptar ao seu novo
ritmo de vida, de sono; reação/manifestação à dor; problemas
gastrointestinais e de alergia alimentar e até problemas psicológicos pode
ser considerados.
.....É
possível que essa dificuldade de adaptação, que vai desde o tipo de
alimentação, horários, forma de respirar, entre outras novidades mais,
seja uma das causas mais freqüentes para a cólica. Essa observação leva em
conta o fato de que, sem nenhuma outra providência, a cólica acaba
desaparecendo depois de algum tempo.
.....Bebês
choram muito entre duas e doze semanas de vida, tendo ou não cólica. Por
isso, antes definir que é cólica, deve-se verificar se a criança não
apresenta apenas o padrão de choro normal.
.....Mesmo
com cólica o
bebês parece saudável e seu exame físico resulta normal. Com esse cenário
não há razão para preocupação, pois são pequenas as probabilidades de
haver problemas orgânicos e grande as do desaparecimento espontâneo dos
sintomas.
.....Diversos
medicamentos têm sido avaliados na terapêutica da cólica. Os mais
utilizados são os antiespasmódicos e a simeticona. Os antiespasmódicos
podem causar efeitos colaterais, portanto devem ser evitados.
.....A
simeticona não é absorvida e não causa intoxicações. Como sua efetividade
ainda não esteja comprovada, caso os episódios de cólica sejam muito
constantes ou intensos, consulte o pediatra sobre a possibilidade e
conseqüência de utilizá-la por um período.
.....Embora
considere-se bobagem,
colo, chás,
massagem, música suave são medidas muito boas e agradáveis para a criança
e não têm contra-indicação.
.....Com
relação aos chás, no caso de bebês que tomam leite materno, deve ser
administrado com cuidado, pois pode diminuir a aceitação do leite que é
mais importante e nutritivo.
.....Quando
existem outros tipos de problema, além do choro a criança apresenta outros
sinais e sintomas associados. Alergia alimentar e de doença do refluxo
gastroesofágico podem ocorrer, mas é preciso cobrar do pediatra uma
cuidadosa avaliação.
.....O
choro do bebê pode deixar algumas mães muito preocupadas. Se você estiver
apreensiva demais, tenha cuidado ao relatar suas observações ao pediatra.
Às vezes, elas poderão induzi-lo a pedir exames, recomendar dietas
restritivas ou medicamentos, que podem agravar o problema e dificultar
ainda mais o processo de adaptação do bebê à nova vida.
.....Considere
sempre
os riscos e benefícios dos diferentes tipos de tratamento. Lembre-se da
importância da amamentação e do contato físico com seu bebê. Eles são
essenciais nesse período de adequação e de desenvolvimento dele. Para
acalmar o bebê, prefira antes a massagem, colo e música suave. Essas
medidas trazem sensação de relaxamento e bem-estar e podem ajudá-lo a se
livrar da cólica.
Texto baseado no artigo da
Dra. Lucia
Ferro Bricks, Professora Doutora do Departamento de Pediatria da Faculdade
de Medicina da Universidade de São Paulo Médica Assistente do Instituto da
Criança do HCFMUSP,
publicado no site da J&J Brasil. |